Trump suspende ataques ao Irã por duas semanas após mediação foi o anúncio feito na última terça-feira (7 de abril de 2026) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao aceitar uma proposta paquistanesa de cessar-fogo temporário no conflito com a República Islâmica.
Trump suspende ataques ao Irã por duas semanas após mediação
Em mensagem publicada em suas redes sociais, Trump informou que dialogou com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e com o marechal de campo Asim Munir. Segundo ele, os dois líderes solicitaram a suspensão da “força destrutiva” que seria lançada contra o Irã naquela noite. O presidente norte-americano concordou, condicionando o recuo à “ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA” do Estreito de Ormuz por Teerã.
“Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, escreveu o republicano, acrescentando que uma proposta de dez pontos foi encaminhada como base “viável” de negociação. Até o momento, o governo iraniano não se pronunciou oficialmente sobre a trégua nem sobre as exigências dos Estados Unidos.
Horas antes do anúncio, Trump havia elevado a tensão regional ao ameaçar “acabar com uma civilização inteira” caso o Estreito permanecesse fechado. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de a ameaça configurar crime de guerra, o mandatário ignorou a indagação.
Convenções internacionais, como a de Genebra e a Convenção para a Prevenção do Genocídio, proíbem ataques deliberados contra infraestruturas civis e exigem proporcionalidade em ações militares. A herança persa, da qual o Irã é sucessor, contabiliza cerca de 2,5 a 3 mil anos de história e inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas.
O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo exportado pelo Golfo. Especialistas alertam que qualquer bloqueio total ou parcial pode disparar o preço global do barril e comprometer o abastecimento. A própria Casa Branca reconhece o risco, mas insiste que a via marítima deve permanecer livre.
Segundo fontes citadas pela agência Reuters, aliados europeus tentam articular um canal diplomático para transformar o cessar-fogo de 14 dias em acordo permanente. No entanto, há ceticismo quanto ao prazo apertado e às condições impostas por Washington.
Dentro dos Estados Unidos, congressistas democratas e parte do corpo diplomático defendem que qualquer ação militar de grande escala seja submetida à aprovação do Capitólio, enquanto a ala republicana mantém apoio majoritário ao presidente.
Militarmente, fontes do Pentágono indicaram que unidades navais deslocadas para o Golfo Pérsico permanecerão em estado de prontidão durante o período de suspensão, prontas para agir se houver rompimento do entendimento.
Na leitura de analistas, o movimento paquistanês busca evitar escalada que afete toda a região. O país, que faz fronteira com o Irã, preocupa-se com impactos econômicos e com o fluxo de refugiados em caso de conflito total.
Com a trégua firmada, a expectativa é de que diplomatas norte-americanos e iranianos explorem o documento de dez pontos nas próximas horas, possivelmente com a mediação de países neutros.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
