Líder do Irã conclama países islâmicos a enfrentar EUA e Israel
Líder do Irã conclama países islâmicos a enfrentar EUA e Israel. Em carta divulgada na última terça-feira (26 de maio), durante a peregrinação anual à Meca, o aiatolá Sayyid Mojtaba Khamenei pediu que governos muçulmanos se unam para estabelecer uma “nova ordem” regional sem bases militares dos Estados Unidos e sem a presença de Israel.
Apelo por “nova ordem” e união da Ummah Islâmica
Khamenei dirigiu a mensagem aos milhões de fiéis que participam do Hajj, enfatizando que a Ummah Islâmica possui “capacidades compartilhadas” capazes de redesenhar o equilíbrio de poder no Oriente Médio. Ao conclamar “amizade e cooperação em prol do bem”, o líder supremo afirmou que trabalhar em conjunto permitirá “passos rumo ao avanço da comunidade islâmica”.
Críticas aos Estados Unidos
O aiatolá declarou que os EUA “não terão mais refúgio seguro” na região e que países vizinhos não abrigarão futuras bases militares norte-americanas. Segundo ele, Washington “se distancia a cada dia” de seu antigo status de potência dominante no Golfo. A avaliação ecoa análises de especialistas que veem desgaste na influência dos EUA, conforme relatado pela agência Reuters.
Israel “nos estágios finais”, diz Khamenei
Mojtaba Khamenei repetiu a profecia atribuída ao pai, Ali Khamenei, de que Israel não existirá dentro de 25 anos. Na carta, classificou o Estado israelense como “tumor cancerígeno” e afirmou que o “regime sionista” estaria próximo do colapso. O Irã defende um Estado único na Palestina, com retorno da diáspora, posição que contrasta com a proposta de dois Estados defendida por parte da comunidade internacional.
Eixo da Resistência e impacto das sanções
O líder exaltou o chamado Eixo da Resistência — coalizão de grupos no Líbano, Palestina, Iraque, Síria, Iêmen, Afeganistão e Paquistão —, mantendo o discurso de oposição à “hegemonia” israelo-americana. Ele também mencionou as sanções econômicas impostas ao Irã desde 1979, classificando-as como “cerco” que, apesar de longo, não impediu o país de resistir.
Papel do líder supremo no Irã
No sistema político iraniano, o líder supremo ocupa o topo da hierarquia, com autoridade sobre as Forças Armadas e influência direta em todos os poderes. Mojtaba Khamenei assumiu o posto após o assassinato do pai, sucedido por escolha da Assembleia dos Especialistas, colegiado de 88 clérigos eleitos por voto popular.
Com a convocação, Khamenei procura fortalecer alianças regionais e reforçar a narrativa de resistência contra o Ocidente. Para acompanhar mais análises sobre o cenário internacional, visite nossa editoria Internacional e continue informado.
Crédito da imagem: Reuters/WANA
Fonte: Reuters/WANA
