Donald Trump criticou a escolha do Nobel para a sul-africana Navi Pillay e lamentou não ter sido premiado. Em postagem, afirmou ter terminado oito guerras, recuperado reféns israelenses e citou operações como vitórias.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz depois de a honraria ter sido entregue à sul-africana Navi Pillay, identificada no anúncio como juíza da Corte Internacional de Justiça. Em publicação na rede social mantida por ele, Trump listou ações que, segundo sua versão, justificariam a concessão do prêmio.
Na postagem, o presidente afirmou ter terminado oito guerras e estar perto de encerrar mais duas. Ele também disse ter recuperado “todos os reféns israelenses” e citou operações que, em sua avaliação, representaram vitórias importantes da sua administração.
todos os reféns israelenses
Em outro trecho da publicação, Trump alegou ter vencido uma guerra na Venezuela, ainda que o país sul-americano não tenha declarado guerra a nenhuma nação. O presidente afirmou ter capturado o que chamou de “ditador violento que governava aquele país de forma tão cruel”, em referência ao presidente Nicolás Maduro.
ditador violento que governava aquele país de forma tão cruel
Sobre o Oriente Médio, Trump afirmou que sua administração impediu que, nas suas palavras, o “principal patrocinador estatal do terror, a República Islâmica do Irã, de obter uma arma nuclear”. Essas declarações foram apresentadas como parte do argumento de que suas ações mereciam reconhecimento internacional na área da paz.
principal patrocinador estatal do terror, a República Islâmica do Irã, de obter uma arma nuclear
Ao final da sequência de afirmações, o presidente expressou surpresa por não ter sido agraciado com o Nobel:
no entanto, com tudo isso, eu, ou os Estados Unidos da América, não recebemos o Prêmio Nobel da Paz. UAU!
Pillay, que recebeu o prêmio neste ano, provocou o presidente em seu primeiro discurso após o anúncio, brincando que, se fosse muito aplaudida, talvez teria que dividir o prêmio com Trump. O comentário fez referência à vencedora da última edição, a líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, que entregou sua medalha ao mandatário americano.
Na sexta-feira anterior, dia 9, o governo Trump impôs novas e abrangentes sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI), onde foi informado que Pillay atua. As medidas foram anunciadas como parte de uma campanha para desmantelar a corte, que, segundo a administração norte-americana, é politizada e estaria tentando processar americanos e israelenses de forma injusta e ilegal por supostos crimes de guerra.
As declarações do presidente e as medidas contra o tribunal devem permanecer no centro do debate político internacional, à medida que aliados e críticos avaliam os impactos diplomáticos e jurídicos dessas ações.
