Silvinei Vasques preso no Paraguai ao tentar fugir
Silvinei Vasques preso, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi capturado na madrugada de 26 de dezembro no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, próximo a Assunção, quando tentava embarcar para El Salvador. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de reclusão por participação na tentativa de manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral de 2022, o ex-dirigente da PRF teve a prisão efetuada pela Direção Nacional de Migrações do Paraguai.
Silvinei Vasques preso no Paraguai ao tentar fugir
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Vasques integrava um núcleo que manipulou forças policiais para sustentar a permanência ilegítima do então presidente. A investigação aponta que ele determinou blitzes destinadas a dificultar o deslocamento de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, ocorrido em 30 de outubro de 2022.
Relatórios da PGR indicam ainda que Vasques participou da reunião de 19 de outubro de 2022, na qual teria declarado que “chegara a hora de a PRF tomar lado” na disputa. A atuação foi considerada essencial para o plano golpista julgado pela Primeira Turma do STF, que em 9 de dezembro deste ano manteve a condenação do ex-diretor.
Vasques havia sido preso preventivamente em agosto de 2023. Após um ano no sistema prisional, obteve liberdade provisória por decisão do ministro Alexandre de Moraes, condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica e à retenção do passaporte brasileiro. Segundo reportagem do G1, ele rompeu o equipamento de monitoramento e cruzou a fronteira, portando passaporte paraguaio autêntico, porém com dados falsos.
Consultada, a Polícia Federal não comentou o caso. O extraditado deverá ser entregue às autoridades brasileiras após os trâmites de deportação previstos nos acordos bilaterais, conforme destaca o Supremo Tribunal Federal.
Os advogados de Vasques não responderam aos pedidos de entrevista até o fechamento desta edição. A defesa sustenta que ele não interferiu no direito ao voto e pretende recorrer da pena.
Próximos passos
Com a recaptura, o ex-diretor da PRF volta a cumprir a pena imposta pelo STF. A Procuradoria pretende solicitar endurecimento das medidas cautelares para evitar novas tentativas de fuga.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
