Restrição de drones na casa de Bolsonaro ganhou novo alcance: o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que qualquer sobrevoo de aeronaves não tripuladas deve manter distância mínima de 1 quilômetro da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.
Decisão atende pedido da Polícia Militar
A ampliação do perímetro, oficializada na última quinta-feira (2 de abril de 2026), ocorre após solicitação da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela segurança do local pelos próximos 90 dias. O batalhão especializado em aviação argumentou que a área de 100 metros, fixada anteriormente, era insuficiente para evitar tentativas de monitoramento e possíveis riscos à integridade da casa.
Ao analisar o pedido, Moraes considerou “adequada” a recomendação do Batalhão de Aviação Operacional, ressaltando que o raio de 1 quilômetro é compatível com a “realidade operacional e com o nível de proteção exigido”. A nova ordem mantém a possibilidade de prisão em flagrante de quem descumprir a regra.
O teor da decisão foi divulgado no sistema do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçando que a medida vale imediatamente e não depende de publicação adicional.
Contexto: prisão domiciliar e condenação
Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos e 3 meses de reclusão, imposta na ação penal que investigou uma trama para fraudar o resultado das eleições. Por determinação judicial, a execução da sentença ocorre em regime domiciliar, sob monitoramento eletrônico. Durante esse período, a PM permanecerá responsável pela vigilância da área, o que motivou o pedido de reforço nas restrições aéreas.
A defesa do ex-presidente não se manifestou sobre a nova imposição até o fechamento desta reportagem.
Com a ampliação do perímetro, operações de entrega, captação de imagem ou simples recreação com drones ficam proibidas no entorno da residência. Outras limitações podem ser avaliadas caso as autoridades de segurança julguem necessário.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
