Daniel Vorcaro, banqueiro e proprietário do Banco Master, teve a defesa reforçando em 7 de março de 2026, no Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de acesso integral às perícias realizadas pela Polícia Federal (PF) nos celulares e demais dispositivos eletrônicos apreendidos durante a Operação Compliance Zero.
Pedido de acesso aos dados brutos
Os advogados protocolaram a solicitação original em 14 de fevereiro, argumentando que precisam dos dados brutos extraídos dos aparelhos para verificar a integridade do material digital. Segundo a defesa, a análise independente de um assistente técnico é prevista na legislação processual e garante transparência, integridade e respeito ao devido processo legal.
Preocupação com possíveis vazamentos
Em petição enviada ao ministro André Mendonça, relator do caso, os representantes de Vorcaro manifestaram receio de que conversas pessoais do banqueiro sejam divulgadas sem autorização judicial. Eles denunciaram “vazamentos seletivos” de conteúdos protegidos por sigilo e garantiram que qualquer informação obtida será usada apenas para fins processuais, preservando o sigilo legal.
Na decisão de 6 de março, Mendonça determinou a abertura de inquérito na PF para investigar a origem desses vazamentos, conforme informação publicada no portal oficial do Supremo Tribunal Federal (stf.jus.br).
Relembre a Operação Compliance Zero
Vorcaro foi preso novamente em 4 de março na terceira fase da operação, após mensagens encontradas em seu celular apontarem ameaças a jornalistas e a pessoas que contrariaram seus interesses. A investigação apura fraudes bilionárias no Banco Master, que teriam provocado um rombo estimado em até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos.
No ano anterior, o banqueiro já havia sido detido, mas recebeu liberdade provisória mediante uso de tornozeleira eletrônica. A nova prisão baseou-se em provas coletadas durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.
O processo segue no STF, e a defesa aguarda resposta para acessar a íntegra das perícias, enfatizando que somente com a análise técnica independente poderá contestar ou confirmar a autenticidade das evidências digitais.
Para acompanhar desdobramentos deste e de outros casos semelhantes, visite nossa cobertura completa da editoria de Justiça e continue informado.
Crédito da imagem: Polícia Civil/Divulgação
Fonte: Agência Brasil
