Operação Gemini: PF investiga desembargador e deputado de MT em um inquérito que apura suposta venda de sentenças e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Mandados de busca e suspeitas
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao desembargador Dirceu dos Santos, ao deputado estadual Faissal Calil (PL) e ao advogado Bruno Castro. Segundo o relatório policial, o trio é investigado por corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. Além das buscas, houve quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático dos suspeitos.
Defesa do parlamentar
À imprensa local, que aguardava diante de sua residência, Faissal Calil afirmou ter entregado celular e senha aos agentes federais. O deputado, ex-servidor do TJMT e antigo assessor de Dirceu dos Santos, negou qualquer participação no esquema. “Desde que assumi o mandato, não mantenho contato com o desembargador”, declarou.
Processo no CNJ e afastamento do magistrado
Dirceu dos Santos já está afastado do cargo desde março, por decisão cautelar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A corte administrativa identificou movimentações financeiras superiores a R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos, período em que o magistrado declarou rendimentos oficiais de R$ 1,9 milhão. Para o CNJ, há indícios de que o desembargador concedia decisões favorecendo partes que lhe ofereciam vantagens indevidas, valendo-se de intermediários como advogados e empresários.
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Próximos passos da investigação
A PF continuará analisando material apreendido, extratos bancários e comunicações eletrônicas para confirmar a existência do suposto esquema. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso ainda não se pronunciou. A defesa de Bruno Castro também não respondeu aos contatos feitos pela reportagem.
O afastamento de Dirceu dos Santos permanecerá em vigor até a conclusão do procedimento disciplinar no CNJ e do inquérito criminal conduzido pela PF. Caso as suspeitas se confirmem, os investigados podem responder por corrupção, lavagem de dinheiro e perda do cargo público.
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Crédito da imagem: Polícia Federal
Fonte: Agência Brasil
