Empresário pagou por dados do STF: R$ 4,5 mil por informações sigilosas
Empresário pagou por dados do STF: a Polícia Federal (PF) procura o empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, suspeito de financiar a coleta ilegal de informações fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), seus parentes e outras autoridades, mediante pagamento de R$ 4,5 mil em espécie.
Mandados de prisão e busca em segunda fase da Operação Exfil
A determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes na última quarta-feira (1º de abril), durante a segunda fase da Operação Exfil. Os agentes cumpriram ordens de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão nos endereços ligados ao investigado no Rio de Janeiro, mas ele não foi localizado até o momento.
Esquema envolvia servidores e terceirizados da Receita
Segundo a investigação, Conde teria fornecido listas de CPFs e pago R$ 4,5 mil para receber relatórios bancários e fiscais protegidos por lei. Os dados eram extraídos de sistemas da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por servidores públicos, terceirizados, despachantes e intermediários.
Quebra de sigilo telemático autorizada
Com o material apresentado pela PF, Moraes autorizou o acesso a celulares, computadores e arquivos em nuvem do empresário. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu aval às medidas cautelares.
Alcance de 1.819 vítimas inclui STF, TCU e Congresso
Além dos ministros do STF, o esquema atingiu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados federais, ex-senadores, dirigentes de agências reguladoras e um ex-governador. Ao todo, 1.819 pessoas tiveram seus dados acessados de forma irregular, de acordo com a PF.
Defesa ainda não se manifestou
A Supremo Tribunal Federal confirmou que o espaço permanece aberto para manifestação da defesa de Marcelo Conde, que não respondeu aos contatos até a publicação desta matéria.
O caso reforça o alerta sobre a vulnerabilidade de bancos de dados públicos e a necessidade de aprimorar mecanismos de proteção de informações sensíveis.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
