Em Macapá, Nikolas Ferreira cobrou Davi Alcolumbre a levar ao plenário pedidos de afastamento do ministro do STF Alexandre de Moraes. O ato na Curva do Araxá, segundo organizadores, reuniu apoiadores.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) realizou, no domingo, 13, um ato em Macapá (AP), reduto eleitoral do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na manifestação, o parlamentar cobrou que Alcolumbre coloque em pauta os pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O protesto aconteceu em um dos pontos mais conhecidos da cidade, a Curva do Araxá, e reuniu uma multidão segundo os organizadores. Nikolas vestiu uma camiseta branca com a frase “Acorda, Amapá” em vermelho e carregou uma bandeira do Brasil sobre os ombros, traje que remeteu a uma caminhada que o deputado fez entre Paracatu (MG) e Brasília no início do ano.
“Davi Alcolumbre, estamos aqui na sua terra. É o seu povo pedindo o impeachment do Moraes. Caso contrário, você entrará como um dos maiores covardes do Brasil. Estamos aqui não pedindo vingança, mas Justiça. Paute o impeachment e o resto nós faremos.”
O ministro do STF acumula 55 pedidos de impeachment no Senado. Apesar desse número, Alcolumbre já chegou a afirmar que não colocaria o tema em votação mesmo se houvesse 81 assinaturas, o total de senadores da Casa.
O protesto convocado por Nikolas foi anunciado por ele durante as manifestações do dia 7 de Setembro, realizadas na Avenida Paulista, quando o deputado afirmou novamente a cobrança a Alcolumbre, ao lado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
“O presidente do Congresso tem de representar o povo e o povo quer o impeachment do Alexandre de Moraes.”
No contexto das cobranças, o caso ligado ao Banco Master, instituição que foi liquidada em 2025 após irregularidades financeiras, voltou a ser citado. Um relatório da Polícia Federal indicou conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, e mencionou um contrato de R$ 131 milhões entre o ex-banqueiro e o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes.
As interlocuções descritas pela apuração policial apontaram para uma possível rede de influência que teria favorecido interesses do Banco Master, segundo o relatório. O assunto segue como um dos elementos citados por quem defende a abertura de procedimentos no Senado.
O ato em Macapá reforçou a pressão pública de quem apoia a instalação do processo de impeachment do ministro no Senado, enquanto o chefe do Congresso mantém a posição de não pautar o tema, conforme declaração anterior.

