Roberta Luchsinger afirma ser vítima de criminalização por sua proximidade com o filho do presidente Lula. Ela nega envolvimento nos desvios bilionários investigados no INSS.
A empresária Roberta Luchsinger se manifestou sobre as investigações que envolvem desvios do INSS, afirmando ter sido “criminalizada” por ser amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista, Roberta negou qualquer envolvimento na fraude bilionária do instituto, destacando que sua amizade com Lulinha não tem relação com as investigações.
“Desde dezembro, sou criminalizada, julgada e ameaçada de todas as formas por ser amiga do filho do presidente Lula”, declarou Roberta.
Ela explicou que sua exposição aumentou após seu nome ser mencionado nas apurações da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de irregularidades relacionadas a descontos em benefícios previdenciários. Roberta também mencionou uma viagem feita em janeiro de 2025, quando esteve na Finlândia com Lulinha, sua esposa Renata e os filhos do casal. Segundo ela, a viagem foi estritamente turística e todas as despesas foram divididas entre os participantes.
A empresária alegou ter apresentado comprovantes de gastos às autoridades e negou que tenha custeado a viagem da família de Lulinha, que atualmente vive em Madri, na Espanha. Em relação aos contratos de sua empresa, a RL Consultoria, Roberta afirmou que prestou serviços técnicos para o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
“Quando meus advogados levantaram os antecedentes do Antônio e da empresa dele para assinarmos o contrato, não havia um único processo”, afirmou Roberta.
Ela revelou que o contrato resultou em pagamentos de aproximadamente R$ 1,5 milhão ao longo de cinco meses e que o vínculo foi encerrado após o surgimento das denúncias envolvendo o INSS. Roberta negou qualquer relação comercial entre “Careca do INSS” e Lulinha.
Durante as investigações, Roberta disponibilizou seus dados fiscais e financeiros dos últimos 20 anos às autoridades. Ela mencionou que a Polícia Federal analisou contratos, contas bancárias e documentos pessoais durante a apuração. Em sua defesa, a empresária criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” de informações e afirmou que suas opiniões políticas foram usadas para alimentar especulações sobre o caso.
Roberta questionou a operação de busca e apreensão realizada em seu apartamento em dezembro e disse que representações sobre a atuação dos investigadores foram encaminhadas ao ministro do STF, André Mendonça, relator do caso. Ela expressou a expectativa de que a Procuradoria-Geral da República arquive as investigações por falta de indícios de crime.
“A tese acusatória de que a Roberta receberia valores para repassar ao Fábio sem prestação de serviços foi desmontada”, afirmou o advogado Bruno Salles, responsável pela defesa de Roberta.
Por fim, Roberta criticou o que chamou de “carnaval midiático” em torno do caso e disse ter sido alvo de preconceito devido ao seu estilo de vida e posicionamento político. Ela reafirmou sua disposição em colaborar com as autoridades e garantiu que sua atuação profissional sempre se baseou em conhecimento técnico, não em influência política.


