Expulsão de servidor agressor: Lula determina processo na CGU é a resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao caso de violência envolvendo um funcionário da Controladoria-Geral da União (CGU) que agrediu uma mulher e uma criança no Distrito Federal, conforme imagens divulgadas nas redes sociais.
Expulsão de servidor agressor: Lula determina processo na CGU
Lula ordenou à CGU a abertura de um processo interno de responsabilização que pode resultar na expulsão definitiva do agressor do serviço público federal. Em publicação oficial, o presidente classificou o episódio como “covarde e inadmissível” e ressaltou que “um servidor público deve ser exemplo de conduta dentro e fora do trabalho”.
O chefe do Executivo argumentou que a medida é parte de uma ação mais ampla de enfrentamento ao feminicídio e à violência de gênero. Recentemente, em pronunciamento em cadeia nacional, Lula anunciou que o combate à violência contra a mulher será prioridade de governo até 2026 e pediu que “os homens sejam aliados” nesse esforço.
A CGU informou ter tomado providências imediatas, entre elas:
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- encaminhar o caso à Corregedoria-Geral e à Comissão de Ética para investigação preliminar;
- revogar a designação do servidor como substituto da chefia imediata;
- impedir a entrada dele em prédios do órgão até o término das apurações.
Segundo a Controladoria, os fatos configuram grave violação aos deveres funcionais previstos na Lei nº 8.112/1990, especialmente ao artigo 116, inciso IX, que exige conduta compatível com a moralidade administrativa. O ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, reforçou em nota que “violência contra mulheres e crianças é crime” e que a esfera penal seguirá com as autoridades competentes.
O caso gerou ampla repercussão nas redes e reacendeu o debate sobre a responsabilidade dos agentes públicos. Para Lula, “não se pode fechar os olhos aos agressores, independentemente do cargo que ocupam”. A expulsão, segundo o presidente, sinaliza tolerância zero a práticas que atentem contra a dignidade humana.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
