André Mendonça é novo relator do inquérito do Banco Master no STF — A escolha do ministro para conduzir a investigação sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master foi oficializada na última quinta-feira (12 de fevereiro), em redistribuição eletrônica realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
André Mendonça é novo relator do inquérito do Banco Master no STF
Redistribuição eletrônica define novo comando
O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, determinou a redistribuição por prevenção após receber ofício de Dias Toffoli, que solicitou afastamento do caso. Segundo a Polícia Federal, mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, mencionam Toffoli; o conteúdo permanece sob sigilo judicial. Com a confirmação, Mendonça, que já relata o inquérito sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), passa a centralizar também as decisões do processo que apura possíveis irregularidades no banco.
Contexto que levou à saída de Toffoli
Dias Toffoli estava à frente do caso desde novembro de 2025, mas enfrentava pressões públicas após reportagens indicarem que um fundo ligado ao Banco Master adquiriu participação no resort Tayayá, empreendimento anteriormente pertencente a familiares do magistrado. Durante reunião de cerca de três horas convocada por Fachin, a cúpula do STF conheceu o relatório da PF e ouviu a defesa apresentada por Toffoli, que reiterou não ter recebido valores de Vorcaro. Mesmo assim, o ministro comunicou a retirada para “preservar a confiança institucional”.
Nota de apoio dos ministros
Em declaração conjunta, os demais integrantes do Supremo manifestaram “apoio pessoal” a Toffoli e afirmaram não haver motivos para suspeição ou impedimento. O documento frisa que o então relator atendeu a todos os pedidos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. A Presidência da Corte acolheu a solicitação do ministro e efetivou a redistribuição.
Próximos passos sob comando de Mendonça
Com a relatoria, caberá a André Mendonça decidir sobre medidas cautelares, quebras de sigilo e eventuais denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República. O ministro também deverá analisar o acesso das partes aos autos, cuja tramitação segue sob segredo de Justiça. Segundo especialistas ouvidos pelo portal oficial do STF, a atuação do novo relator tende a acelerar as diligências, já que Mendonça concentra processos de natureza semelhante no tribunal.
A investigação apura suspeita de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e gestão temerária no Banco Master. O relatório parcial da PF, anexado ao inquérito, aponta movimentações consideradas atípicas e negócios com empresas de fachada. Não há prazo para conclusão do procedimento, mas fontes internas estimam que novas oitivas sejam marcadas nas próximas semanas.
Além desse caso, Mendonça acompanha o inquérito sobre descontos não autorizados em benefícios do INSS, o que deve reforçar seu protagonismo em temas envolvendo mercado financeiro e proteção a consumidores.
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Crédito da imagem: Carlos Moura/SCO/STF
Fonte: Agência Brasil
