Fuga de detentos em Minas Gerais: polícia busca presos que usaram alvarás falsos mobiliza as forças de segurança do estado depois que quatro homens deixaram o Centro de Remanejamento de Presos Gameleira, em Belo Horizonte, utilizando alvarás de soltura fraudados; três deles continuam foragidos.
Fuga de detentos em Minas Gerais: polícia busca presos que usaram alvarás falsos
A Polícia Civil mineira confirmou que os documentos falsificados foram inseridos no sistema eletrônico da Justiça por um agente externo, identificado como hacker. De acordo com a corporação, o esquema foi detectado menos de 24 horas após a liberação dos internos, o que levou ao imediato cancelamento dos alvarás.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a brecha foi fechada tão logo a fraude foi reconhecida. Em comunicado oficial, o vice-governador Mateus Simões afirmou que, após a descoberta, nenhuma outra saída foi concretizada com base em ordens judiciais adulteradas. Ele também adiantou que, a partir de agora, haverá uma etapa adicional de conferência antes da execução de quaisquer alvarás, o que pode gerar atrasos no cumprimento das decisões.
Na terça-feira (23), um dos quatro fugitivos foi recapturado. Equipes das polícias Civil e Militar mantêm diligências para localizar os demais, além de apurar responsabilidades internas e externas pelo vazamento de credenciais que permitiram o acesso indevido. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que não identificou falhas de segurança em seus sistemas e descartou, até o momento, envolvimento de servidores públicos.
Especialistas em direito penal avaliam que o caso expõe a necessidade de camadas extras de autenticação nos portais judiciais. Para o advogado criminalista Carlos Camargo, auditorias periódicas “limitam a ação de criminosos que buscam explorar fragilidades”, declarou em entrevista ao portal Agência Brasil.
Enquanto prosseguem as buscas, a penitenciária Gameleira foi submetida a inspeções internas para avaliar possíveis colaborações de funcionários. O governo estadual não descarta instaurar processos administrativos contra servidores que, por ação ou omissão, tenham contribuído para a fuga.
Casos semelhantes já ocorreram em outros estados, mas, segundo dados do Ministério da Justiça, procedimentos de checagem eletrônica reduziram esse tipo de crime em 35% nos últimos cinco anos. Minas Gerais pretende adotar protocolos inspirados nessas experiências para evitar novas fraudes.
Em meio à investigação, cidadãos podem colaborar com informações anônimas pelo Disque-Denúncia 181. A recompensa por pistas que levem aos foragidos ainda será definida.
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Crédito da imagem: Polícia Militar/MG
Fonte: Polícia Militar/MG
