Mais de 100 mil foram às ruas de Paris no sábado (24), na periferia sudeste; o protesto terminou com gás lacrimogêneo e canhões de água. Ocorreram ações policiais também em Lyon e Nice, e confrontos em Marselha.
Mais de 100 mil pessoas marcharam em Paris neste sábado, 24, em protesto contra o aumento do custo de vida na França. O ato foi confinado à periferia sudeste da capital e terminou com a intervenção da polícia, que usou gás lacrimogéneo e canhões de água perto do final do protesto.
As mobilizações não ficaram restritas à capital. Em outras cidades, como Lyon e Nice, as forças policiais também recorreram a medidas de controle de multidões, enquanto em Marselha houve confrontos entre manifestantes e agentes de segurança.
Segundo a cobertura, o descontentamento começou com protestos por falta de pessoal em uma escola e se espalhou por todo o país. Estudantes e trabalhadores participaram das manifestações, exigindo melhores condições educacionais e aumentos salariais.
As escolas públicas, conforme relatado, perderam milhões de horas de ensino por causa da falta de substituição de professores. No plano econômico, os preços da energia registraram alta superior a 21% em setembro, fato que contribuiu para o aumento da inflação e para o agravamento das reivindicações por auxílio nos custos diários.
O presidente Emmanuel Macron se reuniu com representantes estudantis e prometeu reformar o sistema de admissões universitárias. Mesmo com esse encontro, os protestos continuaram até que medidas concretas fossem anunciadas, conforme a informação disponível.
Entre as demandas apresentadas nas ruas estavam a criação de mais vagas no ensino superior, melhorias nas condições das escolas e apoio financeiro direto aos estudantes. Pedidos específicos incluíram aumento das bolsas de estudo e congelamento dos aluguéis em residências estudantis.
As cenas nas cidades refletiram um ambiente tenso: manifestações grandes e, em alguns pontos, uso de força para dispersão. Autoridades locais e organizadores dos atos indicaram preocupação com a manutenção da ordem e com a resposta às reivindicações sociais que motivaram as mobilizações.
O movimento, que teve origem em um ponto localizado no sistema escolar, ganhou adesão de diferentes setores e manteve a pressão sobre o governo para que implemente mudanças estruturais no ensino e medidas de mitigação do impacto do aumento dos preços sobre as famílias e os estudantes.
