Juiz federal derrubou a tentativa de Trump de renomear o icônico centro cultural de Washington. Só o Congresso pode mudar o nome, decidiu o magistrado.
Um juiz federal dos Estados Unidos decidiu, na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, barrar a tentativa do presidente Donald Trump de incluir seu nome no Kennedy Center, um importante centro cultural de Washington dedicado às artes cênicas e criado em homenagem ao ex-presidente John F. Kennedy. A decisão judicial também suspendeu temporariamente o fechamento do complexo, que estava previsto para passar por uma reforma de dois anos a partir de julho.
O juiz Christopher Cooper, responsável pela decisão, afirmou que apenas o Congresso tem a autoridade para alterar oficialmente o nome do centro. Ele ressaltou que “o estatuto orgânico do Kennedy Center deixa absolutamente claro que o Centro deve receber o nome do presidente Kennedy”. Cooper ainda acrescentou que o conselho da instituição não possui o poder de mudar essa designação de forma unilateral.
Além de bloquear a mudança de nome, a decisão também determina que placas e materiais promocionais que utilizem expressões como “Trump Kennedy Center” ou “Donald J. Trump and John F. Kennedy Memorial Center” sejam removidos em até 14 dias.
A decisão judicial também impede, por enquanto, o plano de fechamento do Kennedy Center para obras de revitalização. Trump e o atual conselho do centro defendiam a interrupção das atividades por aproximadamente dois anos para realizar uma ampla reforma no espaço.
“Depois de uma revisão de um ano com especialistas e consultores, concluímos que o fechamento temporário permitirá reconstruir o espaço e transformá-lo na melhor instalação de artes cênicas do tipo em qualquer lugar do mundo”, afirmou Trump em publicação na Truth Social.
No entanto, o juiz contestou essa justificativa, afirmando que não houve evidências da revisão mencionada por Trump e que os membros do conselho não receberam informações suficientes antes da reunião que aprovou o fechamento.
O Kennedy Center, que já anunciou que recorrerá da decisão, destacou em nota que o local necessita de uma restauração urgente e significativa. A vice-presidente de relações públicas do complexo, Roma Daravi, afirmou que a instituição continuará buscando “todos os meios legais” para levar adiante o projeto de revitalização.
A ação judicial foi movida pela deputada democrata Joyce Beatty, que faz parte do conselho do Kennedy Center e perdeu seu direito a voto no ano anterior. Ela declarou que os esforços para renomear e fechar o centro “não têm base legal” e que essa decisão judicial é um passo importante para garantir que o legado de John F. Kennedy seja respeitado.

