Com as eleições de 2026 chegando, saiba identificar o aplicativo oficial do TSE e preparar o documento digital. Confira como baixar, ativar e apresentar o e-Título no dia da votação.
Publicado em 03/10/2026. Com a aproximação das eleições de 2026, muitos eleitores têm dúvida sobre qual é o aplicativo oficial do título de eleitor e como usá‑lo no dia da votação. O e‑Título é a ferramenta gratuita desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que substitui o documento físico e reúne as informações necessárias para o pleito.
A transformação do papel para o ambiente digital não se limita à urna eletrônica: o e‑Título nasceu como uma versão virtual do documento impresso e foi ampliando funções até se tornar o canal principal de comunicação entre o cidadão e a Justiça Eleitoral. A vinculação da biometria ao perfil digital — por meio de coleta de impressões digitais e fotografia — dá robustez ao aplicativo e permite que a via digital seja usada como documento oficial com foto em muitos casos.
Para baixar o aplicativo, acesse a loja de aplicativos do seu smartphone — Google Play no Android ou App Store no iPhone — e procure exclusivamente por “e‑Título”, conferindo se o desenvolvedor indicado é a Justiça Eleitoral. Após o download, o sistema pede dados pessoais básicos, como nome completo, data de nascimento, número do CPF e nome da mãe. O cadastro exige criação de senha e, em muitos casos, validação por reconhecimento facial, para garantir que apenas o titular acesse as informações.
No dia da votação, o eleitor deve apresentar ao mesário a tela principal do aplicativo, onde aparece a via digital do documento e, se houver recadastramento biométrico, a fotografia do titular. O aparelho pode ser levado até a mesa de identificação, mas deverá ser deixado com o mesário ou em local indicado antes de o eleitor se dirigir à cabine de votação, já que o uso de celulares é proibido diante da urna.
O painel do e‑Título também informa zona, seção e endereço completo do local de votação e atualiza automaticamente mudanças na estrutura do colégio eleitoral. Para quem estiver fora do domicílio eleitoral no dia do pleito, a ferramenta oferece a função de justificativa de ausência, que pode utilizar a geolocalização do aparelho para comprovar que o eleitor não está na cidade onde deveria votar.
O Tribunal Superior Eleitoral administra a plataforma e trabalha para garantir estabilidade dos servidores durante as eleições e a conformidade da base de dados com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A segurança cibernética é prioridade, uma vez que o aplicativo armazena informações sensíveis e histórico de votação. A corte combate aplicativos falsos que tentam se passar por canais oficiais e reforça que os serviços são gratuitos; a Justiça Eleitoral não envia links de cobrança por e‑mail ou mensagem de texto.
Além do e‑Título, o ecossistema digital da Justiça Eleitoral inclui outros aplicativos oficiais: Pardal, para denúncias de irregularidades em campanhas; Resultados, para acompanhamento da apuração; e Boletim na Mão, para conferência descentralizada dos resultados impressos nas seções.
O TSE recomenda que o download e a atualização do e‑Título sejam feitos com antecedência. Tradicionalmente, para evitar sobrecarga nos servidores, a Justiça Eleitoral suspende novos downloads e o primeiro cadastro na véspera do primeiro turno e do segundo turno. Não é necessário estar conectado à internet no momento da votação para apresentar o e‑Título, mas é aconselhável atualizar o aplicativo antes do pleito.
