União Brasil expulsa Celso Sabino do partido após a Comissão Executiva Nacional cancelar a filiação do ministro do Turismo em 8 de dezembro, alegando descumprimento de orientação para que todos os quadros deixassem cargos no governo federal.
Decisão da Executiva Nacional
A legenda confirmou, por meio de nota oficial, que a expulsão decorre de representação interna contra Sabino. Em setembro, o União Brasil havia determinado que filiados se afastassem de funções comissionadas na administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro manteve-se no cargo, o que foi considerado desobediência às diretrizes partidárias. O comunicado oficial, disponível no site do partido, detalha o cancelamento da filiação e as consequências estatutárias (União Brasil).
Justificativa de Celso Sabino
Nas redes sociais, Sabino sustentou que escolheu permanecer à frente do Ministério do Turismo para não interromper programas em curso, sobretudo os relacionados à COP30, marcada para ocorrer em Belém (PA). “Optei pelo projeto que considero melhor para o país”, afirmou. O deputado acrescentou ter saído “de cabeça erguida e com a ficha limpa”.
Intervenção no Diretório do Pará
Além da expulsão, a Executiva Nacional decidiu intervir no Diretório Estadual do Pará, instalando uma Comissão Executiva Interventora. Segundo Sabino, a medida “foi injusta e equivocada”, pois o diretório “não infringiu nenhuma regra partidária”. A legenda não comentou publicamente as críticas do ministro.
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Em setembro, o partido dera prazo de 24 horas para a entrega de cargos, reforçando o distanciamento da base governista. A negativa de Sabino intensificou a crise interna que culminou na decisão de dezembro.
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Crédito da imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
