Em entrevista à Band, Flávio afirmou que a dívida pública atingiu 81% do PIB. Ele vinculou o aumento do endividamento à inflação dos alimentos e ao encarecimento do consumo.
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou a condução da economia pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que a crescente dívida pública impacta diretamente no custo de vida da população. Durante uma entrevista à emissora Band, realizada no domingo, 2, Flávio destacou que o país atingiu um nível de endividamento que corresponde a 81% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para Flávio, esse índice é um sinal claro de que a gestão do governo é ‘gastadora’ e ‘irresponsável’. Ele associou o aumento da dívida pública ao aumento da inflação dos alimentos e à manutenção da taxa básica de juros em patamares elevados, o que, segundo ele, afeta o bolso do consumidor.
“Um governo que chega a esse patamar de 81% de dívida em relação ao próprio PIB é um governo gastador, é um governo irresponsável”, afirmou. “A consequência disso está todo mundo sentindo na prateleira do mercado, com a comida cara.”
O parlamentar defendeu cortes nas despesas como uma solução para a reestruturação das contas públicas, enfatizando que os gastos precisam ser compatíveis com o Orçamento, especialmente diante da diminuição do espaço para novas medidas econômicas.
“O povo está trabalhando para conseguir comprar comida”, complementou Flávio durante a entrevista.
Flávio Bolsonaro ainda fez uma analogia entre a situação fiscal do país e o orçamento de uma família que destina a maior parte de sua renda para o pagamento de dívidas. Ele citou o exemplo de um trabalhador que recebe R$ 2 mil mensais, mas ainda precisa arcar com aluguel, alimentação e contas essenciais.
“Tem gente tendo que escolher entre comprar comida e comprar remédio na farmácia”, disse.
Além disso, o candidato mencionou o endividamento das famílias brasileiras e ressaltou que a recuperação econômica do país está atrelada à mudança na liderança do governo federal. “Você tem que trocar o governo federal para redirecionar a economia”, concluiu Flávio Bolsonaro.

