Em 14/10/2026, a Federação das Indústrias criticou decisão do Congresso que altera a jornada 6×1. Paulo Skaf afirma que a mudança tende a aumentar a informalidade e onerar empresas e famílias.
Na quarta-feira, 14/10/2026, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou o fim da escala 6×1, aprovada pelo Congresso Nacional. Em nota, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, advertiu para o aumento da informalidade e para a elevação das despesas dos empregadores decorrentes da mudança.
Skaf afirmou que as consequências da alteração chegam ao orçamento das famílias, citando aumento das taxas de condomínio e de outras despesas que afetarão os brasileiros. Segundo ele, a medida terá impacto direto nos custos operacionais das empresas e no bolso das pessoas.
Na avaliação do presidente da federação, estabelecer uma escala de trabalho na Constituição limita a capacidade de organização das atividades econômicas. Skaf destacou ainda que, em sua visão, nenhum país colocou esse tipo de regra no texto constitucional e que decisões tomadas de maneira precipitada têm custo social amplo.
Nossa posição sempre foi a de que um tema dessa magnitude exigia debate profundo e fora do calendário eleitoral, sem o risco de se tornar uma ‘PEC Boca de Urna’.
A PEC trará impactos no funcionamento de setores essenciais, como saúde, educação, transporte, supermercados e químico, que precisam ser medidos com responsabilidade e seriedade.
O mesmo vale para a migração ao trabalho informal, o aumento direto no boleto do condomínio e tantas outras despesas que vão pesar no bolso dos brasileiros e nos custos das empresas.
É importante relembrar que nenhum país no mundo engessou a escala de trabalho na sua Constituição. Decisões açodadas têm um preço alto. E, infelizmente, essa conta será paga por toda a sociedade.
O teor da nota também ressalta preocupação com setores que, segundo a Federação, exigem estudos detalhados para avaliar como a nova regra deve alterar rotinas de trabalho e serviços. Saúde, educação, transporte, supermercados e o setor químico foram listados como áreas em que o impacto precisa ser mensurado com responsabilidade.
Além dos efeitos setoriais apontados, a nota enfatiza o risco de migração de vagas formais para a informalidade, situação que, na avaliação da entidade, agravaria a perda de arrecadação e reduziria a proteção social dos trabalhadores. A federação defendeu que um debate mais aprofundado teria sido o caminho adequado antes da aprovação da emenda.
A posição pública da Fiesp chegou em meio ao debate nacional sobre alterações na legislação trabalhista e suas consequências econômicas, e passa a integrar a série de reações de entidades empresariais e setores produtivos após a aprovação da escala 6×1 pelo Congresso Nacional.
