Um forte terremoto abalou a Venezuela na noite de quarta-feira (24), deixando um rastro de destruição e desespero. Yilsmaris Blanco, uma das sobreviventes, descreveu a situação em Catia la Mar, uma das cidades mais atingidas pelo desastre. “Foi terrível. Tudo, tudo desabou”, lamentou ela.
O terremoto, que teve magnitudes de 7,2 e 7,5, resultou na morte de ao menos 164 pessoas e deixou quase mil feridos. Além disso, um número indeterminado de desaparecidos permanece sob os escombros em várias regiões do país. O estado de La Guaira, onde se localiza Catia la Mar, foi o mais afetado, levando o governo interino a declarar a área como “zona de desastre”.
“Damos graças a Deus porque estamos vivos, mas há pessoas que estão agora sofrendo com seus familiares soterrados, com seus familiares presos sob os escombros, que não conseguem tirar”, disse Yilsmaris, de 39 anos, em meio ao caos.
Na área afetada, muitos prédios, que antes abrigavam famílias, agora estão em ruínas. Larry Rojas, um morador de 49 anos, expressou a angústia dos residentes: “Não temos nada, agora não temos nada, nem sequer forças, nem coragem para entrar ali”.
A situação é crítica. Equipes de socorro trabalham incansavelmente entre os escombros, enquanto as autoridades tentam controlar a situação. Lisbeth Vasquez, outra moradora, alertou que ainda há sobreviventes nos prédios colapsados: “Lá embaixo há sobreviventes”.
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Os moradores enfrentam não apenas a destruição, mas também a falta de eletricidade e água. Muitos passam a noite nas ruas, temendo novas réplicas. “Que realmente alguém nos ajude, que enviem máquinas. É isso que precisamos para entrar nos prédios que desabaram”, pediu Larry Rojas, enfatizando a urgência da situação.
José Pacheco, chefe de operações do Grupo Rescate Unido de Venezuela, destacou a necessidade de equipamentos técnicos para o resgate: “O que está faltando é ajuda, principalmente com os equipamentos técnicos, que possam vir ajudar aqui em La Guaira”.
Antonio Bermúdez, um morador que estava em casa durante o terremoto, relatou a experiência aterrorizante: “Eu comecei a me mover, procurei refúgio debaixo de uma coluna. Tremia mais forte, tremia mais forte”. Ele ainda luta para se recuperar das consequências do desastre.
A situação em La Guaira é de total devastação, com muitos prédios desmoronados e famílias desabrigadas. As autoridades e a população enfrentam um desafio monumental para lidar com as consequências desse desastre natural.
