TSE julga liminar sobre pesquisa desfavorável a Flávio Bolsonaro em sessão marcada para as 19h de 9 de junho, quando o plenário do Tribunal Superior Eleitoral analisará se mantém ou derruba a ordem que proibiu a divulgação de um levantamento da AtlasIntel indicando queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
TSE julga liminar sobre pesquisa desfavorável a Flávio Bolsonaro
A decisão questionada foi proferida em caráter provisório pelo ministro Kássio Nunes Marques, atual presidente do TSE. Ele atendeu a pedido do Partido Liberal (PL) e determinou que a AtlasIntel retirasse a pesquisa de todos os canais e interrompesse qualquer forma de divulgação.
No recurso, o PL alegou direcionamento negativo contra o parlamentar. Dos 49 questionamentos apresentados aos entrevistados, oito faziam referência ao extinto Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras bilionárias. A legenda sustenta que as perguntas, colocadas em sequência, induziram o público a associar Flávio Bolsonaro ao caso.
Outro ponto destacado pelo partido é a origem do áudio usado como base para as perguntas: a gravação, ainda sem autenticidade confirmada pela Justiça, mostra o senador solicitando recursos para financiar um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Nunes Marques, o uso desse material poderia ter influenciado o resultado do levantamento.
O plenário que julgará a liminar é composto, além de Nunes Marques, pelos ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques Neto e Estela Aranha. A corte decidirá se valida ou revoga a suspensão, definindo se a AtlasIntel poderá republicar seus dados.
Em nota oficial, a AtlasIntel defendeu a integridade da metodologia e declarou confiar que o colegiado reconhecerá a “robustez técnica e a legalidade” do estudo. Informações adicionais sobre a composição e funcionamento da Justiça Eleitoral estão disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral.
O resultado do julgamento poderá impactar pesquisas futuras, já que o TSE precisará delimitar até que ponto perguntas consideradas tendenciosas podem justificar a retirada de um levantamento do ar.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
