Operação Compliance Zero: PF prende 13 por fraudes no Master e BRB As quatro fases da Operação Compliance Zero já resultaram em 13 prisões preventivas, 96 mandados de busca e apreensão e no bloqueio de até R$ 27,7 bilhões em bens de investigados por fraudes envolvendo os bancos Master e de Brasília (BRB).
Operação Compliance Zero: PF prende 13 por fraudes no Master e BRB
A Polícia Federal (PF) atualizou, em 16 de abril de 2026, o balanço da Operação Compliance Zero, desencadeada em novembro de 2025 para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Segundo o diretor-executivo da corporação, William Murad, o inquérito aponta a existência de um esquema de venda de títulos de crédito fraudulentos ou inexistentes do Master ao BRB, além de corrupção de gestores e lavagem de dinheiro.
Na quarta fase, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram detidos preventivamente o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do grupo. O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master, já havia sido preso duas vezes: a primeira em 18 de novembro de 2025, na abertura da operação, e a segunda no início de março de 2026, na terceira etapa.
Com as novas detenções, a lista de investigados encarcerados chega a 13. O número de mandados cumpridos é maior porque alguns alvos, como Vorcaro, tiveram a prisão decretada em mais de uma ocasião. Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens até o limite de R$ 27,7 bilhões, medida que visa ressarcir eventuais prejuízos causados ao erário e impedir a dissipação de patrimônio obtido ilicitamente.
As buscas e apreensões ocorreram em seis unidades da federação: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Documentos, mídias digitais e registros bancários recolhidos reforçam, segundo a PF, indícios de que o Master comercializou ativos fictícios ao banco público do Distrito Federal, manejando os valores por meio de empresas de fachada e contas de terceiros.
A primeira fase concentrou-se nas fraudes atribuídas ao Master; a etapa mais recente mirou a suposta corrupção dentro do BRB. “Hoje o foco foi nos gestores do banco distrital e no mecanismo de lavagem de dinheiro”, afirmou Murad, ao destacar a complexidade da investigação.
Durante coletiva de imprensa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, declarou que a Compliance Zero se insere em um conjunto de iniciativas que o governo pretende intensificar no combate ao crime organizado e às fraudes financeiras.
Os investigados seguem afastados de cargos públicos por decisão judicial. A PF e o Ministério Público Federal continuam analisando o material apreendido para identificar outros possíveis envolvidos e quantificar o dano efetivo aos cofres públicos.
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Crédito da imagem: PF/Divulgação
Fonte: Agência Brasil
