MPRJ denuncia novos PMs por crimes na Operação Contenção MPRJ apresentou, na última segunda-feira (1º de dezembro), duas novas ações penais contra sete policiais militares do Batalhão de Choque por peculato, roubo, violação de domicílio, constrangimento ilegal e insubordinação registrados pelas câmeras corporais durante a Operação Contenção, realizada em 28 de outubro na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, que resultou em 122 mortes, incluindo cinco agentes de segurança.
MPRJ denuncia novos PMs por crimes na Operação Contenção
De acordo com a investigação, seis dos denunciados arrombaram portões e portas de duas casas com o auxílio de um alicate, revistaram cômodos sem autorização judicial e obrigaram um morador a permanecer sentado sob ameaça enquanto reviravam o local. Ainda segundo o órgão, o grupo subtraiu um telefone celular e um fuzil abandonado por criminosos em fuga, chegando a discutir sobre desmontar e esconder a arma.
As câmeras operacionais portáteis (COPs) exibiram repetidas tentativas de obstrução ou desligamento do equipamento, em desacordo com determinações do comando da Polícia Militar e com a Lei Estadual nº 9.298/2021, que institui o uso contínuo dos dispositivos em áreas sensíveis. O ato motivou uma acusação adicional de recusa de obediência.
Em denúncia separada, um sargento lotado no Grupamento Tático de Ações Rápidas foi acusado de violação de domicílio e insubordinação por entrar em uma residência sem mandado ou consentimento dos moradores. Conforme o MPRJ, ele retirou a bateria da câmera, afastou o equipamento do próprio corpo em dez oportunidades e impediu o registro de cerca de cinco horas da operação.
Total de denúncias chega a seis ações penais
Com os novos processos, o número de denúncias apresentadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro relacionadas à Operação Contenção alcança seis, abrangendo nove policiais militares. Entre os já denunciados encontram-se os sargentos Diogo da Silva Souza, Eduardo de Oliveira Coutinho, Marcos Vinicius Pereira Silva Vieira e Charles William Gomes dos Santos, além do subtenente Marcelo Luiz do Amaral, detidos na última sexta-feira (28 de novembro) após ação da Corregedoria.
O órgão ministerial solicitou à Justiça Militar a prisão preventiva dos demais envolvidos e continua analisando as imagens obtidas para apurar novas irregularidades. A Polícia Militar, em nota, reiterou que “não compactua com desvios de conduta” e declarou que pune com rigor agentes que confirmadamente pratiquem crimes.
Considerada a operação policial mais letal dos últimos anos no estado, a Contenção tinha como objetivo impedir a expansão do Comando Vermelho para outras regiões do Rio de Janeiro. Relatórios do Ministério Público do Estado indicam que o uso de câmeras corporais vem se tornando decisivo para a responsabilização de agentes em ações de grande porte.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
