Ex-príncipe Andrew: polícia intensifica buscas em sua mansão A polícia britânica retomou, em 20 de fevereiro, as buscas na residência que pertenceu a Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III, um dia depois de o ex-príncipe ter sido liberado sob investigação por suspeita de má conduta no exercício de cargo público.
Prisão e libertação do ex-membro da realeza
Andrew foi detido em 19 de fevereiro, data em que completou 66 anos, após alegações de que teria repassado documentos confidenciais do governo britânico ao financista Jeffrey Epstein, enquanto ocupava o posto de representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. O ex-príncipe permaneceu mais de dez horas na delegacia e saiu sem acusação formal, mas visivelmente abalado, conforme registrado por fotógrafos.
Suspeitas envolvendo relatórios sigilosos
Milhões de arquivos divulgados anteriormente pelo governo norte-americano sugerem que Andrew enviou a Epstein relatórios sobre oportunidades de investimento no Afeganistão, além de avaliações sobre Vietnã, Cingapura e outros destinos visitados em missão oficial. Ainda que o ex-príncipe sempre tenha negado irregularidades, o material reforçou as suspeitas de favorecimento indevido.
Repercussão na monarquia britânica
A prisão de um integrante sênior da Casa de Windsor — oitavo na linha de sucessão ao trono — não tem precedentes desde Carlos I, executado em 1649. Em 2025, o rei Charles III retirou o título de príncipe de Andrew e ordenou que ele deixasse sua residência em Windsor. Ao comentar a detenção do irmão, Charles afirmou que “a lei deve seguir seu curso”.
Investigações em curso
Segundo a BBC, agentes passaram a manhã examinando arquivos, computadores e correspondências na mansão de Andrew em busca de provas que corroborem ou refutem as denúncias. A polícia informou que o ex-príncipe permanece “liberado sob investigação” e que novas oitivas devem ocorrer.
Em nota, os advogados de Andrew reiteraram que ele “coopera integralmente” e confiam no “resultado justo do processo”. Já defensores das vítimas de Epstein veem o caso como avanço no combate a abusos de poder ligados ao financista.
Para acompanhar desdobramentos sobre política internacional e outras coberturas, visite nossa editoria de Internacional e continue informado.
Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Agência Brasil
