ONU cobra proteção de civis e investigação de ataque no Irã
ONU cobra proteção de civis após o bombardeio que destruiu uma escola primária em Minab, no sul do Irã, deixando dezenas de meninas mortas e feridas. O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” e instou todas as partes do conflito a adotarem medidas imediatas para poupar a população civil.
Escalada de violência preocupa organismo internacional
Em pronunciamento divulgado em 3 de março, Türk condenou a intensificação dos confrontos envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Segundo a agência estatal iraniana Irna, o ataque, ocorrido em 28 de fevereiro, provocou a morte de mais de 150 estudantes e deixou outras 90 feridas enquanto as aulas aconteciam.
A porta-voz de Türk, Ravina Shamdasani, reforçou que “cabe às forças responsáveis pelo bombardeio realizar a apuração, divulgar as conclusões e garantir responsabilização e reparação às vítimas”.
Pedido de retorno às negociações
Além da investigação, o alto comissário apelou para que os governos envolvidos retomem imediatamente o diálogo diplomático. “O retorno à mesa de negociações é a única forma de pôr fim às mortes, à destruição e ao desespero”, declarou Shamdasani, lembrando que os Estados devem respeitar a Carta das Nações Unidas, o direito internacional dos direitos humanos e o direito humanitário.
Repercussão internacional
Organizações não governamentais e líderes estrangeiros também condenaram o ataque. Para especialistas em direito de guerra, a escolha de um alvo civil, como uma escola, pode configurar crime de guerra, caso seja comprovada a intencionalidade. Mais detalhes sobre o posicionamento oficial da ONU podem ser lidos no portal de notícias das Nações Unidas, referência global em direitos humanos.
O episódio em Minab ocorre em meio a uma série de trocas de ataques na região, ampliando o temor de escalada regional. Analistas observam que a pressão internacional cresce para que Israel, Estados Unidos e Irã contenham ações militares que coloquem crianças e demais civis em risco.
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Crédito da imagem: Frame/Reuters
Fonte: Frame/Reuters
