PF pede suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master foi o teor do ofício encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, em 9 de fevereiro de 2026. A Polícia Federal (PF) sustenta que uma mensagem encontrada no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, torna necessário afastar Dias Toffoli da relatoria da investigação sobre supostas fraudes na instituição, liquidada pelo Banco Central.
PF pede suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master
Origem do pedido
De acordo com o documento, a PF localizou o nome de Toffoli em diálogo registrado no telefone de Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero. O conteúdo da conversa permanece sob sigilo, mas a corporação entende que a citação põe em xeque a imparcialidade do ministro. Por essa razão, solicitou a declaração de suspeição ao presidente do STF, responsável por deliberar sobre a permanência ou não de Toffoli no caso.
Trâmite interno no STF
Assim que recebeu a solicitação, Fachin abriu processo administrativo interno e determinou a intimação de Toffoli para apresentar manifestação. Somente após essa etapa o presidente da Corte decidirá se o colega continuará à frente do inquérito que apura operações irregulares no Banco Master, cujo prejuízo potencial é estimado em até R$ 17 bilhões.
Posicionamento da defesa de Toffoli
Em nota oficial, o gabinete do ministro afirmou que a Polícia Federal não possui legitimidade para pleitear sua suspeição porque não figura como parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. O comunicado classificou o requerimento como “ilações” e informou que a resposta técnica será apresentada diretamente a Fachin.
Críticas anteriores
Toffoli já vinha sendo questionado por permanecer na relatoria após reportagens indicarem que a PF identificou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Esse fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que pertenceu a familiares do ministro, o que intensificou o debate sobre eventual conflito de interesses.
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Operação Compliance Zero
Deflagrada em novembro de 2025, a operação investiga concessão de créditos fictícios pelo Banco Master e a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), ligado ao governo do Distrito Federal. Vorcaro e outros executivos foram alvos de mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, o esquema pode ter causado rombo bilionário e afetado investidores e o sistema financeiro.
Próximos passos
Com o prazo para defesa aberto, Toffoli deve encaminhar seus argumentos nos próximos dias. Depois disso, Fachin analisará o pedido de suspeição e poderá manter o colega na relatoria, determinar seu afastamento ou submeter a questão ao Plenário do STF. Enquanto isso, as apurações sobre o Banco Master seguem em sigilo.
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Crédito da imagem: ASCOM/STF
Fonte: ASCOM/STF
