Visita íntima a general preso volta ao centro das atenções após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar, na última segunda-feira (9 de fevereiro), que o Comando Militar do Planalto (CMP) informe se o general Mário Fernandes atende aos requisitos para receber esse tipo de visita na prisão.
Visita íntima a general preso: detalhes do pedido e próximos passos
Mário Fernandes cumpre pena de 26 anos e 6 meses nas instalações do CMP, em Brasília, por participação no chamado Núcleo 2 da trama golpista investigada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O militar, que está preso preventivamente desde novembro de 2024, foi condenado em dezembro de 2025.
Na decisão, Moraes oficiou o Exército para que esclareça, em documento formal, se o interno se enquadra nas normas que regulamentam a visita íntima em unidades militares. Segundo o despacho, o parecer do Exército servirá de base para a análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá cinco dias para se manifestar assim que receber as informações.
O ministro enfatizou que a medida é necessária para garantir a aplicação correta das regras prisionais e o respeito às prerrogativas legais. Conforme o Supremo Tribunal Federal, a decisão integra o rito processual do caso que envolve o general.
No processo, a Polícia Federal encontrou um arquivo de Word intitulado Punhal Verde e Amarelo, que detalharia um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio ministro Moraes. A defesa do militar ainda pode recorrer da condenação.
Após o posicionamento do CMP e da PGR, caberá ao STF decidir se o benefício da visita íntima será concedido ou negado ao general.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
