O ator acionou a Justiça do Rio após o pastor chamá-lo de 'cretino' e atacar seu trabalho no cinema. A ação por difamação e injúria pode resultar em pena de até quatro anos e seis meses.
O ator Wagner Moura decidiu levar à Justiça uma queixa-crime contra o pastor Silas Malafaia, em um caso que ganha destaque nas redes sociais. A ação foi protocolada no Rio de Janeiro, após Malafaia ter chamado Moura de “cretino” e ter feito críticas à atuação do artista no filme O Agente Secreto.
De acordo com os advogados de Moura, Augusto Arruda Botelho e Caio Mariano, as declarações do pastor ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, visando desmerecer a honra e a reputação do ator. A defesa solicita a condenação de Malafaia, que pode resultar em uma pena de até quatro anos e seis meses de detenção, além de outras sanções previstas pela legislação.
A polêmica começou quando Malafaia questionou o uso de recursos públicos no filme estrelado por Moura e, a partir daí, começou a proferir ataques ao ator nas redes sociais. A equipe jurídica de Moura argumenta que as acusações feitas pelo pastor foram ofensivas e tiveram a intenção de desqualificá-lo publicamente.
“Se ele (Moura) quiser, vai ter que processar centenas de milhares de pessoas que também expressaram opiniões semelhantes nas redes sociais”, afirmou Malafaia em declaração ao jornal Folha de S.Paulo.
Essa ação é apenas uma das duas movidas por Moura contra Malafaia; a outra se encontra na esfera cível e também é relacionada às declarações do pastor. O desdobramento desse caso promete repercutir ainda mais nas redes sociais e na mídia, à medida que novos fatos se revelam.
A situação entre os dois personagens da cultura e da religião no Brasil reflete um embate que vai além das questões pessoais, envolvendo temas como liberdade de expressão e a responsabilidade de figuras públicas em suas declarações. O desenrolar desse processo pode trazer novas discussões sobre os limites da crítica e da defesa da honra na esfera pública.
