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Leitura: Presidente da Fiesp critica proposta sobre escala 6×1
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Política

Presidente da Fiesp critica proposta sobre escala 6×1

Rafael Ramos
De Rafael Ramos
Publicado: 27/05/2026
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Lucas Ismael 011-98181-6923
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As falas de Skaf ocorreram em coletiva de imprensa concedida depois de uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre | Foto: Luana Viana/Revista Oeste

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, teceu críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que quer findar a escala de trabalho 6×1. Ele falou sobre o tema nesta terça-feira, 26.

As falas de Skaf ocorreram em coletiva de imprensa concedida depois de uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), representantes de entidades empresariais e os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS) e Carlos Portinho (PL-RJ). O encontro teve como foco a PEC que prevê o fim da escala 6×1.

Skaf afirmou que as alterações nas regras trabalhistas precisam considerar as particularidades de cada atividade econômica. De acordo com ele, as novas regras não podem ocorrer de forma generalizada.

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Segundo o presidente da Fiesp, a reforma trabalhista consolidou um modelo baseado em maior liberdade de negociação entre empresas e trabalhadores. Além disso, afirmou que mudanças estruturais exigem análise detalhada dos impactos econômicos e operacionais no país.

“Escala de trabalho está em função de região, em função de setor, em função do tamanho da empresa, em função da realidade de cada um”, destacou Skaf. “Cabe a negociação entre as partes.”

O empresário também criticou a possibilidade de estabelecer regras uniformes para diferentes atividades produtivas. Além disso, afirmou que modelos rígidos podem desconsiderar necessidades específicas de determinados setores.

Coletiva Paulo Skaf | Vídeo: Luana Viana

“Não cabe você engessar por lei atividade de milhares ou milhões de pessoas”, declarou Skaf. “E ficar engessado numa norma legal.”

Setor produtivo defende debate técnico

Durante a entrevista, Skaf afirmou que o debate sobre jornada e escala de trabalho não pode se limitar à redução da carga horária. “Se você chegar e falar ‘o que vocês acham de trabalhar menos e ganhar mais?’, quem seria contra isso?”, indagou. “Mas não é essa a discussão.”

O presidente da Fiesp citou exemplos de segmentos que, segundo ele, possuem demandas operacionais distintas, como a indústria química, que opera em regime contínuo, e setores de alimentação e serviços, que podem exigir funcionamento em mais dias da semana, ainda que a carga horária total seja menor.

“Cada atividade tem sua particularidade”, observou. “E isso precisa ser respeitado.”

Skaf também defendeu a realização de estudos técnicos mais amplos antes de eventuais mudanças. “Se quer discutir isso, vai se discutir, mas de forma correta, de forma profunda, setor por setor”, afirmou. “E região por região.”

Na avaliação do presidente da Fiesp, a legislação atual já estabelece limites para a jornada de trabalho e permite que diferentes modelos de organização sejam negociados conforme as características de cada atividade econômica. “A jornada de trabalho já está prevista na Constituição”, declarou. “O teto é de 44 horas e a média brasileira hoje gira em torno de 38 horas.”

Ao encerrar a defesa de maior debate sobre o tema, Skaf reforçou a crítica a mudanças amplas sem análise específica dos impactos. “Você não pode criar uma regra única que engesse tudo.”

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