Venezuela não será colônia dos EUA, diz vice-presidente — A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou, na madrugada de sábado (3 de janeiro), que a Venezuela “jamais será escrava” de qualquer potência e exigiu a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, detido por militares norte-americanos após bombardeios ao país.
Venezuela não será colônia dos EUA, diz vice-presidente
Falando em cadeia nacional de rádio e TV, Rodríguez classificou a intervenção dos Estados Unidos como um “ataque brutal” à soberania venezuelana. Segundo ela, Maduro foi capturado às 1h58, juntamente com a primeira-dama Cilia Flores, numa operação que buscaria controlar as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta.
A dirigente participou do Conselho de Defesa da Nação, ao lado do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, do ministro do Interior, Diosdado Cabello, e da presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Caryslia Rodríguez. Em decreto assinado previamente por Maduro, todos os órgãos do Estado foram mobilizados para “salvaguardar a independência, a soberania e a integridade territorial”.
Minutos antes do pronunciamento em Caracas, o presidente norte-americano Donald Trump anunciara que Washington administraria o país durante uma transição “segura”, permitindo que empresas dos EUA explorassem o petróleo venezuelano. A fala aumentou a preocupação de especialistas, que veem na operação uma tentativa de afastar Caracas de parceiros como China e Rússia.
Rodríguez agradeceu manifestações de solidariedade de diversos governos e alertou que “o que fizeram com a Venezuela pode acontecer com qualquer nação que desafie interesses imperiais”. A intervenção foi comparada ao sequestro do panamenho Manuel Noriega em 1989 — último episódio de invasão direta dos EUA na América Latina, segundo arquivo histórico citado pela agência Reuters.
Críticos avaliam que as acusações de narcotráfico contra Maduro — baseadas no suposto cartel De Los Soles — carecem de provas. Ainda assim, Washington oferecia recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do presidente, reforçando o caráter político da ofensiva.
Rodríguez finalizou conclamando a união policial, militar e popular: “Convertemo-nos em um só corpo para defender nossa soberania”.
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Crédito da imagem: Maxim Shemetov/Reuters
Fonte: Maxim Shemetov/Reuters
