Turista argentina acusada de injúria racial teve a prisão preventiva revogada pela Justiça do Rio de Janeiro no fim da tarde de 6 de fevereiro de 2026, poucas horas após ser detida em um apartamento alugado na Vargem Pequena, zona oeste da capital.
Prisão preventiva revogada no mesmo dia
A decisão partiu da 37ª Vara Criminal, que já havia determinado a custódia cautelar da advogada e influencer Agostina Paez pela manhã. Com o processo sob sigilo, o Tribunal de Justiça informou apenas que o juízo de primeira instância reconsiderou a necessidade da medida e autorizou a liberação imediata da estrangeira, efetivada ainda na delegacia.
Detalhes da acusação
Segundo as investigações, em 14 de janeiro Paez discutiu o pagamento da conta em um bar de Ipanema e, durante o atrito, teria chamado quatro funcionários de “mono” — termo que significa macaco em espanhol — além de imitar gestos e sons do animal. Uma das vítimas filmou a cena, posteriormente corroborada por imagens de câmeras internas e depoimentos de testemunhas.
Medidas cautelares anteriores à prisão
Antes de decretar a detenção, a Justiça, a pedido do Ministério Público, proibiu a acusada de sair do Brasil, reteve seu passaporte e determinou o uso de tornozeleira eletrônica. Em publicação de 5 de fevereiro, a própria Paez afirmou nas redes sociais estar “desesperada” e à disposição das autoridades, reforçando que utilizava o equipamento de monitoramento.
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Pena prevista e enquadramento legal
A imputação é de injúria racial, tipificada no artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89. A sanção varia de dois a cinco anos de reclusão. A defesa sustenta que os gestos foram “brincadeiras” direcionadas a amigas, tese rejeitada pelo Ministério Público ao requerer a prisão preventiva.
Com a revogação, Agostina Paez segue respondendo em liberdade, ainda submetida às medidas restritivas impostas anteriormente. O caso prossegue em sigilo enquanto a Justiça analisa a denúncia e eventuais diligências complementares.
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Crédito da imagem: Reprodução/Instagram
Fonte: Agência Brasil
