O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do PL para remover um vídeo do YouTube e uma página da internet que relacionavam o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao crime organizado. A decisão foi tomada em resposta a publicações feitas por Thiago dos Reis Pereira dos Santos, responsável pelo site ‘Platão Brasil’ e pelo canal no YouTube com o mesmo nome.
O ministro considerou que o material veiculava propaganda eleitoral antecipada negativa e continha informações desinformativas que ofendiam a honra e a imagem de Flávio Bolsonaro. Entre as alegações contidas no vídeo, que foi publicado em 26 de julho de 2026, estava a imputação de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e peculato, além de uma suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão, datada de 6 de julho, enfatiza que não há evidências concretas que sustentem as acusações feitas no vídeo, que apresentou essas alegações como se fossem fatos comprovados. Marques destacou que não existem investigações em andamento que vinculem o senador a tais crimes, conforme os elementos disponíveis no momento.
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Além disso, a investigação em curso, relacionada à produtora do filme ‘Dark Horse’, indica que se trata de uma apuração preliminar envolvendo terceiros, sem qualquer indiciamento ou denúncia que envolva diretamente o pré-candidato. O ministro Kassio Nunes Marques também determinou que a remoção do conteúdo fosse realizada em até 24 horas, sob pena de multa ou outras medidas.
No entanto, até o momento da publicação desta matéria, os conteúdos ainda estavam disponíveis na internet. Apesar de sua decisão, Kassio Nunes Marques deixou claro que se trata de uma determinação preliminar e que a análise definitiva do caso ficará a cargo do ministro André Mendonça.
A reportagem busca contato com Thiago dos Reis Pereira dos Santos, mas ainda não obteve resposta.
