A Rússia desferiu um dos maiores ataques aéreos da guerra contra a Ucrânia. Zelensky confirmou centenas de drones e dezenas de mísseis atingindo regiões do país e cobra resposta internacional.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que a Rússia lançou 611 drones e 70 mísseis durante uma ofensiva realizada na madrugada de hoje, 15 de junho, contra a capital Kiev. Segundo informações do governo ucraniano, esse ataque atingiu diversas regiões do país e representa uma das maiores operações aéreas russas desde o início do conflito.
De acordo com Zelensky, as forças russas utilizaram diferentes tipos de armamentos, visando centros urbanos e infraestruturas estratégicas. O presidente ucraniano reiterou a necessidade de uma resposta mais firme da comunidade internacional em face da escalada dos ataques russos.
“Precisamos de uma resposta mais dura da comunidade internacional diante desta crescente agressão”, afirmou Zelensky.
Os mísseis russos causaram um incêndio significativo na Catedral Ortodoxa da Dormição, um patrimônio mundial da Unesco, localizada no Complexo do Mosteiro das Cavernas de Kiev. A agência cultural das Nações Unidas manifestou sua condenação em relação aos ataques.
As autoridades ucranianas relataram que os sistemas de defesa aérea conseguiram interceptar parte dos drones e mísseis lançados pela Rússia. Contudo, vários projéteis conseguiram atingir áreas residenciais, instalações públicas e estruturas civis, aumentando a preocupação com a segurança da população.
Nos últimos meses, Moscou intensificou o uso de drones de longo alcance em suas ofensivas contra cidades ucranianas. O aumento na capacidade de produção desses equipamentos possibilitou que centenas de aeronaves não tripuladas fossem utilizadas em uma única ação militar.
A ofensiva russa ocorreu em um momento crítico, às vésperas da reunião do G7, que reúne líderes das principais economias do mundo. Zelensky expressou em suas redes sociais o desejo de encontrar-se com o presidente russo, Vladimir Putin, durante a cúpula para discutir um possível acordo visando o fim da guerra.
Além disso, o governo ucraniano está acelerando os esforços para adesão à União Europeia, buscando apoio financeiro e militar dos aliados para enfrentar a intensificação dos ataques russos. Kiev argumenta que a proteção do espaço aéreo se tornou uma das principais necessidades do país, dada a frequência e a escala das ofensivas.
