O Reino Unido tem novo capítulo político após a renúncia de Keir Starmer. Andy Burnham já se posiciona para disputar a liderança do Partido Trabalhista.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renunciou ao cargo nesta segunda-feira, 22, após uma reunião com o rei Charles III. O anúncio foi feito em um pronunciamento diante da residência oficial em Downing Street, em Londres, marcando o início do processo de sucessão na liderança do governo britânico.
Na mesma data, Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, foi admitido no Parlamento, o que o habilita a disputar a liderança do Partido Trabalhista. Durante seu discurso de renúncia, Starmer expressou, com forte emoção, seu “apoio pleno e inequívoco” ao futuro sucessor.
“Estou comprometido em garantir uma passagem de comando organizada,” afirmou Starmer durante seu pronunciamento.
A eleição do novo líder pode ocorrer de forma direta em julho, caso não haja concorrentes internos. Starmer informou que, se houver disputa, o prazo para as inscrições de candidaturas será até 9 de julho, com o objetivo de definir quem liderará o partido antes do reinício das atividades parlamentares em setembro.
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Wes Streeting, ex-ministro de Starmer, é um dos poucos que defende eleições internas. Na semana passada, ele declarou ter reunido os 81 apoios necessários para oficializar sua candidatura à liderança trabalhista.
Starmer se comprometeu a permanecer no cargo até o fim da transição. Sua saída ocorre em um contexto político conturbado, onde foi alvo de críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, na véspera de sua renúncia.
Aos 63 anos, Starmer, que foi chefe do Ministério Público, encerra um mandato de menos de dois anos. Ele foi eleito em junho de 2024, após uma vitória expressiva dos trabalhistas sobre os conservadores, encerrando uma década de domínio conservador desde o referendo do Brexit.
No período de sua gestão, o Reino Unido trocou de governo cinco vezes e enfrentou o crescimento da direita, representada pelo Reform UK, liderado por Nigel Farage. Recentemente, os trabalhistas sofreram uma derrota para o partido de Farage em eleições regionais realizadas em maio, o que intensificou a crise política no país.
Farage reagiu ao anúncio da renúncia de Starmer, afirmando que “é ridículo fingir que Andy Burnham tenha qualquer tipo de mandato para liderar o país”.
Com a saída de Starmer, a expectativa é alta sobre quem assumirá a liderança do Partido Trabalhista e como isso afetará o cenário político no Reino Unido nos próximos meses.

