Ao navegar neste site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
Giro Pela BahiaGiro Pela BahiaGiro Pela Bahia
Font ResizerAa
  • Home
  • Últimas Notícias
  • Bahia
    • Giro Pelo Interior
  • Cultura e Entretenimento
  • Destaques
  • Esportes
  • Internacional
  • Justiça
  • Política
  • Saúde
Leitura: Saúde de MT ignorou alertas por 2 anos e perdeu 200 TB em ataque hacker
Font ResizerAa
Giro Pela BahiaGiro Pela Bahia
Buscar
  • Home
  • Últimas Notícias
  • Bahia
    • Giro Pelo Interior
  • Cultura e Entretenimento
  • Destaques
  • Esportes
  • Internacional
  • Justiça
  • Política
  • Saúde
Siga-nos
Política

Saúde de MT ignorou alertas por 2 anos e perdeu 200 TB em ataque hacker

Rafael Ramos
De Rafael Ramos
Publicado: 14/06/2026
Compartilhar
Compartilhar

Hackers destruíram 200 terabytes e mais de 300 mil documentos da Saúde de MT. Apesar da negativa oficial, arquivos sequestrados provam o estrago real do ataque cibernético.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) divulgou uma nota no dia 2 de junho, afirmando que o recente ataque cibernético em sua infraestrutura não comprometeu a base de dados da instituição. Segundo a pasta, o incidente não prejudicou a continuidade dos serviços prestados à população.

No entanto, investigações revelaram que os dados oficiais podem não refletir a realidade do ocorrido. O portal PNB Online teve acesso aos arquivos sequestrados e constatou que a invasão resultou na destruição de aproximadamente 200 terabytes de dados, afetando mais de 300 mil documentos da administração pública.

A análise jornalística destacou falhas administrativas que facilitaram a entrada dos criminosos na rede da SES-MT. Em 2024, a Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI) enviou um e-mail solicitando autorização para avançar com o backup da pasta da Saúde, mas a coordenação de TI da secretaria demorou mais de dois anos para responder, consentindo com a medida apenas em 13 de fevereiro deste ano.

Fachada da Secretaria de Saúde de Mato Grosso | Foto: Divulgação/Secom-MT

Além disso, dos 40 links de comunicação da secretaria, 13 estavam sob contrato com a Oi e gerenciados pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, mas estavam totalmente sem suporte técnico e sem licença ativa. O ataque ocorreu em um momento em que os sistemas de defesa da rede estadual estavam desprotegidos, devido à suspensão de uma licitação da MTI que visava a proteção.

A superintendência de TI da SES-MT emitiu um comunicado interno no dia 13 de fevereiro, alertando os servidores de que as pastas compartilhadas ficariam visíveis apenas para consulta, uma medida típica de redes comprometidas por ransomware.

A gangue LockBit foi a responsável pelo ataque, utilizando um software de resgate para bloquear os sistemas da secretaria. Os criminosos exigiram um pagamento de US$ 500 mil em bitcoins para a liberação dos dados. Mesmo sem o pagamento, os invasores publicaram informações sobre a estrutura e os títulos dos arquivos na deep web, ironizando a vulnerabilidade do Estado.

A mensagem da gangue foi clara: “Trate esta situação como um treinamento pago para seus administradores de sistema, pois foi a configuração incorreta da sua rede corporativa que nos permitiu atacá-lo”.

Os arquivos expostos incluíam relatórios, auditorias e planilhas que alimentam a CPI da Saúde, além de registros de empresas investigadas na Operação Espelho, como LGI Médicos e Bone Medicina Especializada, e dados do Hospital Regional de Cáceres, alvo da Operação Panaceia contra fraudes na pandemia.

A SES-MT não apresentou comprovantes de recuperação total das informações perdidas, mas justificou suas ações em tópicos. A secretaria alegou que concentrou esforços na contenção da ameaça e na preservação de provas antes de se manifestar publicamente. O caso, inicialmente tratado como “incidente de dados”, foi reclassificado como “incidente de segurança da informação” após análises técnicas. A pasta informou que a investigação está sendo conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos, que mantém o inquérito em sigilo.

A instituição garantiu que os arquivos originais foram resgatados por rotinas de contingência e que não foram identificados elementos que apontem responsabilidade direta do ex-secretário Gilberto Figueiredo ou do atual chefe da pasta, Juliano Melo, pelo incidente.

Compartilhe esta notícia
Facebook Copy Link
- Anúncio-
Ad imageAd image

Mais Lidas da Semana

Mulher encontrada morta em freezer
Justiça
Homem mata filha e tira a própria vida na Bahia
Destaques
Diretor de presídio na Bahia é suspeito de matar esposa em hotel de Aracaju
Destaques
Várzea Nova: Suspeito de matar ex-Rainha das Cavalgadas se apresenta à Polícia
Destaques

Você também pode gostar

Política

Flávio Dino bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por indícios de irregularidades

De Rafael Ramos
12/07/2026
Política

José Dirceu com linfoma: ex-ministro inicia tratamento em São Paulo

De Rafael Ramos
15/05/2026
Política

Mulheres acima dos 40 anos reinventam carreiras e conquistam novos espaços

De Rafael Ramos
21/06/2026
Anterior Próximo
Giro Pela Bahia

GIRO PELA BAHIA – Portal de notícias da Bahia e do Brasil. Informação atualizada sobre política, economia, esporte, cultura e entretenimento. Fique por dentro do que acontece na sua região.

Links Úteis

  • Home
  • Últimas Notícias
  • Bahia
    • Giro Pelo Interior
  • Cultura e Entretenimento
  • Destaques
  • Esportes
  • Internacional
  • Justiça
  • Política
  • Saúde

Redação

  • contato@giropelabahia.com.br

Siga-nos

 © Copyright 2025 | Todos os Direitos Reservados – Feito com ❤ por R2 Sites

Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?