Empoderadas e protagonistas, elas desafiam estigmas e reescrevem suas histórias. Independência, maturidade e realizações marcam essa geração que transforma o mercado e a sociedade.
A busca por uma nova identidade e reconhecimento das mulheres com mais de 40 anos é um tema em alta nos dias de hoje. Essa faixa etária, que muitas vezes foi estigmatizada, agora se destaca pelo empoderamento e pela busca de um estilo de vida que valoriza a independência e o protagonismo. Para muitas, chegar aos 40 anos simboliza não apenas a maturidade, mas também a realização de conquistas pessoais e profissionais.
Filmes e séries como And Just Like That e Comer, Rezar e Amar refletem essa nova visão da vida aos 40, mostrando personagens que enfrentam desafios com graça e estilo. A série And Just Like That traz Carrie Bradshaw com looks mais recatados, simbolizando uma nova fase, mas ainda cheia de personalidade e charme.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) corroboram essa mudança. A participação das mulheres acima de 40 anos na população feminina passou de cerca de 29% em 2013 para mais de 36% em 2023, com projeções de ultrapassar 42% até 2035. Essa ascensão revela uma nova realidade: mulheres mais velhas estão se divorciando e buscando a liberdade de escolha em relacionamentos, além de desfrutarem de uma independência financeira sem precedentes.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Entretanto, essa transformação ainda não é plenamente reconhecida pelo mercado. A indústria da beleza, por exemplo, continua focada em produtos relacionados à menopausa e antienvelhecimento, enquanto o vestuário frequentemente se limita ao clássico e atemporal, ignorando a diversidade de estilos e personalidades que essa geração apresenta.
As campanhas publicitárias ainda são predominadas por mulheres jovens, e a presença de cabelos brancos e rugas nas passarelas é praticamente inexistente. Isso evidencia a falta de compreensão sobre a complexidade da experiência feminina aos 40 anos e além.
“Não existe um único ’40+’, assim como nunca existiu uma única forma de ser mulher em qualquer idade”, afirma uma especialista sobre a diversidade dessa nova geração.
Essa nova geração de mulheres não se encaixa mais nas categorias tradicionais que o mercado insiste em perpetuar. Elas são multifacetadas, e suas necessidades, desejos e estilos de vida exigem uma abordagem mais inclusiva e diversificada. O desafio agora é para que a sociedade e o mercado se adaptem e reconheçam o poder e a relevância dessas mulheres em suas múltiplas facetas.
