TRE-RJ faz recontagem de votos após cassação de Rodrigo Bacellar Em 31 de março de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) convocará sessão às 15h para retotalizar os votos destinados ao cargo de deputado estadual nas eleições de 2022, cumprindo determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
97,8 mil votos anulados mudam composição da Alerj
A cassação do mandato de Rodrigo Bacellar impôs a anulação dos 97.822 votos que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro recebeu. Sem esses votos, a distribuição proporcional de cadeiras entre partidos e federações será recalculada, alterando a futura configuração da Casa.
Decisão do TSE torna Bacellar, Castro e ex-chefe da Ceperj inelegíveis
O TSE concluiu que Bacellar utilizou recursos da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos (Ceperj) com fins eleitorais. Na mesma sessão, o colegiado tornou inelegíveis até 2030 o ex-governador Cláudio Castro e o ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes, por abuso de poder político e econômico. A íntegra do julgamento está disponível no site oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
Justiça suspende eleição relâmpago na Assembleia
No mesmo dia em que a recontagem foi agendada, a presidente em exercício do Tribunal de Justiça fluminense, desembargadora Suely Lopes Magalhães, anulou a votação que havia alçado Douglas Ruas (PL) à presidência da Alerj em 26 de março. A magistrada sustentou que o processo de escolha só poderia ocorrer após a retotalização dos votos pelo TRE-RJ, etapa essencial para definir oficialmente o colégio eleitoral da Casa.
Efeito cascata na linha sucessória do governo estadual
O impasse na Alerj intensificou-se após a renúncia de Cláudio Castro ao governo, em 23 de março, para disputar uma vaga no Senado. Desde então, o Executivo estadual é comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro, porque a Assembleia ainda não definiu um novo presidente — posto que, pela regra sucessória, assumiria o Palácio Guanabara até a eleição indireta determinada pela Justiça Eleitoral.
Entenda o contexto político
Sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha migrou para o Tribunal de Contas, o estado passou a ter Bacellar como primeiro na linha de sucessão. Contudo, o deputado foi preso pela Operação Unha e Carne em dezembro de 2025, acusado de ligação com a facção Comando Vermelho, e afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal. A presidência da Alerj coube interinamente a Guilherme Delaroli (PL), que, por não ser titular, ficou fora da linha sucessória.
Agora, a recontagem conduzida pelo TRE-RJ definirá quantas cadeiras cada legenda ocupará, passo indispensável para que a Assembleia renove sua Mesa Diretora e organize a eleição indireta para o governo estadual, conforme determinação do TSE.
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Crédito da imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
