A articulação entre o PSDB e o partido Missão está ganhando força em São Paulo, com a confirmação de apoio do Solidariedade. O presidente estadual do PSDB, Paulo Serra, que também foi prefeito de Santo André, anunciou que Paulinho da Força, líder do Solidariedade, se colocou à disposição para ser um dos candidatos ao Senado numa potencial chapa conjunta. Essa aliança busca aumentar a presença das siglas no maior colégio eleitoral do Brasil.
Segundo Paulo Serra, a expectativa é que as discussões sobre a aliança se intensifiquem a partir da segunda quinzena de junho. Ele ressaltou a importância de dialogar com outras forças políticas, afirmando: “A ideia é ir para questões pragmáticas, mais práticas de composição mesmo, para ver se esses diálogos evoluem”. Além do Solidariedade, Serra já conversou com representantes de outros partidos, como Democracia Cristã (DC), Avante e Podemos, indicando que existe espaço para a construção dessa aliança.
O deputado federal Kim Kataguiri, do Missão, está diretamente envolvido nas negociações e acredita que a possibilidade de uma candidatura ao governo estadual se fortaleceu nas últimas semanas. Ele afirmou que uma decisão sobre sua pré-candidatura deve ser tomada até o final de junho, destacando que “hoje, diferente de algum tempo atrás, a probabilidade maior é de eu disputar”.
Embora ainda não haja um anúncio oficial sobre a aliança, as lideranças nacionais do PSDB e do Missão estão apoiando a aproximação. Renan Santos, presidente nacional do Missão, e Aécio Neves, deputado e articulador do PSDB, veem a composição como uma forma de fortalecer suas legendas no estado.
O PSDB tem um legado significativo em São Paulo, governando o estado por quase três décadas, de 1995 até 2022, quando Tarcísio de Freitas, do Republicanos, assumiu o cargo. Durante esse período, o partido elegeu quatro governadores e, segundo Paulo Serra, a disputa em São Paulo possui um peso simbólico importante para a sigla, que busca resgatar sua influência no estado após um período de polarização política.
“São Paulo escolheu por quase 30 anos manter um modelo de gestão tucano. Isso para nós é muito simbólico”, disse Serra, acrescentando que o cenário atual requer atenção às novas dinâmicas políticas.
