Prisão preventiva de ex-CEO da Hurb é solicitada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) após sucessivos descumprimentos de medidas cautelares impostas pela Justiça, incluindo a apresentação de documento falso e o uso de tornozeleira eletrônica descarregada no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará.
Prisão preventiva de ex-CEO da Hurb
O pedido foi formalizado em 6 de janeiro de 2026, quando a Promotoria fluminense reforçou que João Ricardo Rangel Mendes, ex-diretor executivo da plataforma de viagens Hurb, vem “desrespeitando reiteradamente” as determinações judiciais. Ele havia sido detido em flagrante dois dias antes, no terminal cearense, após tentar embarcar com identificação falsa.
Mendes já respondia a processo pelos crimes de furto qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo, denunciados pelo MPRJ em maio de 2025. À época, o empresário foi preso preventivamente pelo furto de obras de arte do Hotel Hyatt, na Barra da Tijuca, e de itens do escritório Duda Porto Arquitetura, instalado no Casa Shopping, no mesmo bairro da zona oeste do Rio de Janeiro.
Segundo a denúncia, os delitos ocorreram em 25 de abril de 2025. No primeiro episódio, o investigado teria se passado por entregador de aplicativo para retirar um quadro do hotel, escondendo a peça em uma bolsa de entregas. Horas depois, apresentou-se como eletricista no escritório de arquitetura e subtraiu dois quadros, uma mesa digitalizadora, carteiras com dinheiro e um iPad.
Depois de passar um período em prisão preventiva, a Justiça converteu a custódia em medidas cautelares menos gravosas. Entre as condições impostas estavam a monitoração eletrônica, a proibição de deixar a cidade sem autorização judicial e a obrigatoriedade de apresentar relatórios médicos mensais.
De acordo com o MPRJ, desde setembro de 2025 não há juntada de relatórios médicos ao processo, o que, somado à viagem não autorizada ao Ceará e ao porte de documento falso, reforça a necessidade de restabelecer a prisão preventiva. A Promotoria sustenta que as infrações indicam “perigo concreto à ordem pública” e risco de evasão do distrito da culpa.
Procurada para comentar o caso, a defesa de João Mendes não se manifestou até o fechamento desta edição. A reportagem também não localizou representantes do Hurb, empresa da qual Mendes se afastou em 2024, para comentar o episódio. Em nota anterior enviada ao portal G1, a companhia afirmou que “não compactua com qualquer conduta ilícita”.
O pedido de prisão será analisado pela 34ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, responsável pelo processo principal. Caso o juízo acolha a manifestação do Ministério Público, Mendes voltará ao sistema prisional fluminense.
Para acompanhar mais notícias sobre investigações e decisões judiciais, visite a editoria de Justiça do Giro pela Bahia e continue informado.
Crédito da imagem: Hurb/Divulgação
Fonte: Agência Brasil
