Prisão de Jair Bolsonaro é ‘lição de democracia’, diz Lula
Prisão de Jair Bolsonaro é ‘lição de democracia’, diz Lula. Na última quarta-feira (26 de novembro de 2025), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o encarceramento do ex-chefe do Executivo e de altos oficiais das Forças Armadas, condenados por articularem um golpe de Estado, evidencia a maturidade democrática brasileira.
Maturidade institucional exaltada
Durante cerimônia no Palácio do Planalto, onde sancionou a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, Lula ressaltou que “a Justiça brasileira não se intimidou” e conduziu um julgamento “primoroso” contra integrantes do que chamou de “quadrilha” que tentou abolir o Estado Democrático de Direito em 2022.
O presidente enfatizou que, “pela primeira vez em 500 anos”, um ex-presidente e quatro generais de quatro estrelas foram presos por atentarem contra a Constituição, reforçando que a democracia “é direito de 215 milhões de brasileiros”.
Decisão do STF e penas aplicadas
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento em 11 de setembro e, por quatro votos a um, condenou sete réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
As penas e locais de custódia definidos são:
- Jair Bolsonaro: 27 anos e três meses — Superintendência da Polícia Federal, Brasília;
- Walter Braga Netto: 26 anos — Vila Militar, Rio de Janeiro;
- Almir Garnier: 24 anos — Estação Rádio da Marinha, Brasília;
- Anderson Torres: 24 anos — 19º BPM do DF, Complexo da Papuda, Brasília;
- Augusto Heleno: 21 anos — Comando Militar do Planalto, Brasília;
- Paulo Sérgio Nogueira: 19 anos — Comando Militar do Planalto, Brasília;
- Alexandre Ramagem: 16 anos, um mês e 15 dias — foragido em Miami; mandado incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.
Repercussão política
Lula afirmou não celebrar a prisão de “ninguém em particular”, mas sim o fato de o Brasil ter demonstrado capacidade de aplicar a lei sem pressões externas. Segundo ele, a reação firme das instituições serve de exemplo mundial sobre como salvaguardar a ordem democrática.
A decisão do Supremo conclui um processo que, segundo o chefe do Executivo, “não contou com acusações de adversários políticos, mas de integrantes do próprio grupo que tentou subverter a democracia”.
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Crédito da imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
