Prisão de Daniel Vorcaro foi confirmada por unanimidade pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que concluiu, na sexta-feira (20 de março), o julgamento virtual iniciado uma semana antes.
Decisão do STF consolida voto de André Mendonça
O placar terminou em 4 a 0 para referendar a ordem de custódia expedida em 4 de março pelo ministro André Mendonça. Além de Mendonça, acompanharam a manutenção da prisão de Daniel Vorcaro os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e, por último, Gilmar Mendes, cujo voto trouxe ressalvas, mas convergiu com a maioria.
Vorcaro, controlador do Banco Master, permanece detido ao lado de dois investigados no mesmo inquérito: o cunhado Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro, e o escrivão aposentado da Polícia Federal Marilson Roseno da Silva, suspeito de ter facilitado acesso a dados sigilosos.
Suspeição e vínculos empresariais
Dias Toffoli não participou do julgamento por se declarar suspeito. O ministro é sócio do resort Tayayá, no Paraná, adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e que também é alvo da investigação conduzida pela Polícia Federal.
Mudança de defesa e sinalização de delação
Após a formação da maioria, Vorcaro trocou de representante legal. A equipe do advogado Pierpaolo Bottini — crítico público de colaborações premiadas — deixou o caso e foi substituída pelo criminalista José Luis Oliveira, figura conhecida na área penal. A alteração indica a disposição do banqueiro em negociar um acordo de delação premiada.
Como parte desse movimento, Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal. A mudança de local é vista como etapa preliminar das tratativas com delegados responsáveis pelo inquérito e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Contexto do processo
A defesa tenta reverter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro desde a decisão de 4 de março. O ministro André Mendonça entendeu que há indícios robustos de interferência nas investigações sobre transações financeiras suspeitas envolvendo o Banco Master e fundos associados. Segundo informações do portal oficial do STF, o caso envolve apurações sobre lavagem de dinheiro e possível compra de informações sigilosas.
Com a ratificação do colegiado, qualquer novo pedido de soltura deverá apresentar elementos inéditos capazes de alterar o entendimento firmado pelos ministros.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
