Polícia Federal prende Filipe Martins por trama golpista, decide STF
Polícia Federal prende Filipe Martins por trama golpista, decide STF — A Polícia Federal (PF) cumpriu, no último sábado (27 de dezembro de 2025), mandado de prisão domiciliar contra Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro e condenado a 21 anos de prisão por participação na chamada trama golpista que pretendia manter o ex-chefe do Executivo no poder.
Decisão de Alexandre de Moraes atinge dez condenados
A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a expedição de dez mandados de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. A medida foi tomada após a tentativa frustrada de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, também condenado no processo e integrante do mesmo Núcleo 2.
Martins foi localizado em Ponta Grossa (PR). De acordo com seu advogado, Jeffrey Chiquini, agentes federais instalaram a tornozeleira eletrônica e notificaram o ex-assessor sobre as restrições impostas. O defensor classificou a medida como “abusiva” e alegou ausência de risco de fuga.
Medidas cautelares reforçam controle dos investigados
Além do recolhimento domiciliar, o STF proibiu o uso de redes sociais, o contato entre investigados, o porte de armas e manteve a exigência de entrega de passaportes. A Polícia Federal informou que as diligências ocorreram no Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Tocantins e Distrito Federal, algumas com apoio do Exército.
Silvinei Vasques, condenado a 24 anos e 6 meses de prisão, rompeu a tornozeleira na madrugada de 25 de dezembro, atravessou a fronteira para o Paraguai e foi detido quando tentava embarcar para El Salvador. Ele foi reconduzido ao Brasil e será transferido para Brasília. Mais detalhes sobre a decisão podem ser lidos no portal oficial do STF.
Condenações e penas definidas pelo STF
O julgamento da chamada trama golpista atribuiu a Filipe Martins pena de 18 anos e 6 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além de multa. A pena total chega a 21 anos quando somadas as sanções acessórias. Vasques, por sua vez, recebeu 22 anos em regime fechado, totalizando 24 anos e 6 meses com multas e restrições adicionais.
Segundo o Ministério Público Federal, o Núcleo 2 articulou a manutenção de Bolsonaro no cargo por meio de ações para desacreditar o sistema eleitoral e influenciar forças de segurança. O STF entendeu que as condutas configuraram tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
