A PF investiga Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola) por suspeita de negócios com cannabis medicinal. Autorizado pelo ministro André Mendonça, o inquérito apura negócios entre Fábio Luís, filho de Lula, e Antonio Camilo 'Careca' do INSS.
As investigações da Polícia Federal (PF) têm como alvo Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O inquérito investiga as relações comerciais entre Fábio Luís da Silva, filho de Lula, e Antonio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Marcola, que deixou o cargo em julho de 2026 para se dedicar à campanha pela reeleição do presidente, está sendo investigado em um caso que envolve a comercialização de cannabis medicinal. A apuração foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Mensagens de investigados na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS, mencionam o nome de Marcola, o que o coloca em um contexto de suspeitas. Além dele, servidores do Ministério da Saúde e da Anvisa também estão sendo investigados, assim como Fábio Luís, que, segundo as investigações, pode ter vínculos com Antonio Camilo Antunes em negócios relacionados ao canabidiol.
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O advogado de Fábio Luís, Marco Aurélio Carvalho, criticou a abertura do inquérito, alegando que é grave que setores da PF, influenciados por grupos políticos, decidam investigar com finalidade eleitoral. Ele sugeriu que, se Fábio Luís não fosse filho do presidente, a investigação não teria sido iniciada.
Além disso, a PF suspeita que Fábio Luís tenha sido sócio de Antunes em negócios que visavam firmar contratos milionários com o Ministério da Saúde para fornecimento de produtos de canabidiol, entre 2024 e 2025. Essas negociações foram interrompidas com o início da Operação Sem Desconto.
Marcola, em nota, reconheceu que recebeu um empréstimo de Roberta Luchsinger, uma lobista ligada ao Careca do INSS, mas negou qualquer ilegalidade em suas funções. “Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, declarou.

