O presidente afirmou ser hora de buscar o fim do conflito com os EUA, sem abrir mão da força e dignidade. Citou vantagem estratégica de Teerã, com parte do Estreito de Ormuz fechada e bloqueios navais dos EUA.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta sexta-feira, 21, que considera oportuno encerrar o conflito com os Estados Unidos, ao destacar que Teerã se encontra em vantagem estratégica. O dirigente defendeu que o país deve buscar o fim da guerra enquanto mantém força e dignidade.
é melhor acabar com a guerra agora, enquanto estamos em uma posição de força e dignidade
O impasse entre os dois países persiste. O Irã conserva parte do Estreito de Ormuz fechada, enquanto os EUA mantêm bloqueios navais à República Islâmica. Em reunião com profissionais da saúde, Pezeshkian ressaltou a posição do governo sobre o momento para buscar um desfecho diplomático, segundo relatos da fala.
O mundo inteiro reconhece nossa vitória e vê que os Estados Unidos são odiados em todo o planeta e atacaram nossas escolas, hospitais e infraestruturas, violando todas as normas
O presidente também afirmou que o memorando de entendimento firmado em junho com os EUA para encerrar a guerra não representa derrota para Teerã. O comentário foi feito ao justificar que o documento não traz cláusulas de capitulação e que os compromissos previstos se aplicam à outra parte.
não se encontra uma única cláusula neste acordo que indique capitulação. Todos os compromissos se aplicam à outra parte
As manifestações de Pezeshkian surgem semanas depois que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, aprovou o acordo para o fim do conflito, apesar de divergências internas. Parlamentares conservadores criticaram o governo e o acusaram de ceder aos EUA, sobretudo em relação à possível reabertura do Estreito de Ormuz.
Analistas e observadores externos acompanham a leitura do memorando e as reações no parlamento como sinais das negociações internas no Irã. O teor do acordo e a interpretação das cláusulas pelas partes continuam sendo pontos centrais nas discussões políticas e de segurança.
O confronto entre Irã e EUA teve início em 28 de fevereiro, quando ataques conjuntos de Washington e Israel atingiram território iraniano. O governo dos EUA ainda pediu apoio de outros países, como a China, para isolar economicamente o Irã, segundo informações divulgadas sobre o episódio.
O cenário segue tenso: enquanto autoridades iranianas defendem a manutenção de força para negociar, outros atores políticos pressionam por medidas mais duras ou por revisão das condições acordadas. A disputa sobre controle e livre passagem no Estreito de Ormuz permanece entre os principais pontos de atrito, com impacto direto no comércio e na segurança marítima regional.
Em resumo, a declaração de Pezeshkian reafirma a disposição do Irã de buscar um encerramento negociado do conflito, desde que considerado vantajoso e sem renúncias que sejam interpretadas como capitulação.
