Petróleo na Margem Equatorial deve ter a confirmação oficial de suas reservas “em pouco tempo”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista concedida na última quarta-feira (27 de maio de 2026) ao Jornal do Amazonas, em Manaus.
Presidente vê Petrobras pronta para novo salto exploratório
Lula destacou que a Petrobras reúne “a melhor expertise do mundo” para operar em águas profundas, reforçando a confiança de que a estatal conseguirá avaliar com precisão o potencial da Margem Equatorial. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a área pode se tornar um “novo pré-sal”, com reservas estimadas em 30 bilhões de barris de petróleo, número baseado em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O presidente reiterou o compromisso do governo com a responsabilidade ambiental. “Temos obrigação de extrair de forma segura e sustentável”, disse, lembrando que a região, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, possui sensíveis ecossistemas marinhos.
Impacto no desenvolvimento da Região Norte
Para Lula, a confirmação de grandes volumes de petróleo na Margem Equatorial seria crucial para impulsionar a economia do Norte. “Não será algo restrito ao Amapá; beneficiará toda a região”, afirmou. O chefe do Executivo acrescentou que a geração de empregos diretos na cadeia de óleo e gás e os royalties destinados a estados e municípios podem fortalecer áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Retomada de poços onshore e novos investimentos
A entrevista marcou ainda o anúncio da retomada de explorações em campos terrestres desativados nos últimos anos. Entre eles, o poço de Urucu, na Bacia do Solimões, deverá receber 18 novas perfurações. “Vamos voltar a prospectar em lugares que tinham sido abandonados. Não podemos perder tempo”, disse Lula.
Urucu é hoje uma das principais áreas onshore do país, responsável por uma produção significativa de gás natural que abastece termelétricas e indústrias na Amazônia. A ampliação, segundo o governo, deve elevar a segurança energética regional e atrair novos investimentos privados.
Próximos passos da Petrobras
A expectativa é que a Petrobras apresente, em relatório técnico previsto para os próximos meses, a avaliação definitiva sobre a escala das reservas na Margem Equatorial. Caso os números se confirmem, a companhia deverá submeter planos de desenvolvimento à ANP e iniciar a fase de licenciamento ambiental junto ao Ibama.
Especialistas apontam que, mesmo com potencial semelhante ao pré-sal, a exploração na Margem Equatorial exigirá tecnologias avançadas de perfuração em alta profundidade e um rigoroso controle ambiental. “A experiência acumulada no pré-sal reduz riscos, mas a geologia é distinta”, explica o geólogo Carlos Teixeira, consultor independente.
Em paralelo, o governo pretende avançar em políticas de transição energética, destinando parte das futuras receitas a projetos de energias renováveis. A estratégia, segundo Lula, busca equilibrar a exploração de combustíveis fósseis com metas climáticas de longo prazo.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
