O ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de 71 anos, que vinha sendo cogitado para concorrer à Presidência da República nas eleições de outubro de 2026, deve desistir da corrida eleitoral.
O Democracia Cristã (DC), partido ao qual Barbosa está filiado, deve abandonar o projeto de candidatura própria no pleito presidencial. A legenda não conseguiu formar alianças com outras siglas e carece da estrutura necessária para uma campanha ao Planalto.
“Ainda estamos tentando, mas não está fácil. Temos até 5 de agosto, prazo para realizar a convenção que pode definir o nome do candidato a presidente, mas está muito difícil”, afirmou o presidente nacional do DC, João Caldas.
O ambiente interno no DC não é dos melhores. O partido havia anunciado o ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, como pré-candidato ao Planalto, mas decidiu mudar de direção. Em maio, Caldas optou por apostar em Barbosa para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Rebelo, que foi expulso do partido em uma decisão que posteriormente foi revertida, nunca aceitou a mudança e chegou a ameaçar acionar a legenda judicialmente para garantir sua pré-candidatura até o período das convenções partidárias. Barbosa, por sua vez, não fez declarações públicas sobre o tema.
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De acordo com informações, o DC tentou estabelecer uma coligação com o PSDB, mas não obteve sucesso. Os tucanos, que inicialmente tentaram viabilizar candidatos como Ciro Gomes (CE) e Aécio Neves (MG) para a disputa presidencial, optaram por não lançar candidatura própria nas eleições de 2026.
A saída de Joaquim Barbosa da disputa eleitoral deve ser oficializada até o dia 5 de agosto, que é a data-limite para as convenções partidárias definirem seus candidatos para o pleito.
Joaquim Barbosa foi ministro do STF de 2003 a 2014, indicado por Lula para uma vaga na Corte. Ele também ocupou a presidência do tribunal entre 2012 e 2014, deixando o cargo de forma voluntária por questões de saúde, antes de atingir a idade de aposentadoria compulsória. Barbosa foi o relator dos processos relacionados ao mensalão do PT, um escândalo de corrupção que marcou o primeiro mandato de Lula.
Antes de se filiar ao DC, em 2026, Joaquim Barbosa teve passagem por outro partido político. Em 2018, ele ingressou no PSB, onde seu nome foi especulado como possível candidato à Presidência, mas essa possibilidade não se concretizou. Em 2022, Barbosa deixou o PSB.
