Operação Compliance Zero: PF cumpre prisões e bloqueia R$ 22 bi
Operação Compliance Zero ganhou uma nova etapa na última quarta-feira (4 de março), quando a Polícia Federal executou uma série de mandados contra uma organização criminosa suspeita de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Mandados de prisão e buscas em dois estados
Quatro ordens de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão foram cumpridas simultaneamente em endereços ligados aos investigados nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Todas as determinações partiram do Supremo Tribunal Federal (STF), que conduz o inquérito em sigilo. Durante a operação, agentes apreenderam documentos, computadores e dispositivos eletrônicos que podem comprovar o esquema ilícito.
Bloqueio bilionário de bens e afastamento de cargos
Para evitar a movimentação de recursos de origem ilícita, o STF também determinou o sequestro e o bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 22 bilhões. A medida, segundo a PF, busca preservar valores que possam ser revertidos em reparação ao erário público. Além disso, alguns investigados foram afastados de funções públicas para impedir interferências nas investigações.
Apoio do Banco Central e rastreamento de ativos
O Banco Central do Brasil forneceu suporte técnico à PF, permitindo o rastreamento de contas bancárias e operações cambiais em nome dos suspeitos. De acordo com nota da autarquia, a cooperação visa “assegurar a efetividade do combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades criminosas”. A análise dos dados financeiros segue em curso e pode revelar novos participantes no esquema.
Etapas anteriores da Operação Compliance Zero
Lançada para desarticular fraudes envolvendo empresas de tecnologia e agentes públicos, a Operação Compliance Zero teve outras duas fases já concluídas, que resultaram em prisões temporárias e bloqueios de bens avaliados em cerca de R$ 5 bilhões. Segundo a PF, o grupo atuava manipulando licitações, ameaçando testemunhas e acessando sistemas sigilosos para apagar rastros de corrupção.
Próximos passos da investigação
Com o material apreendido, peritos federais iniciaram a análise forense dos dispositivos eletrônicos. A expectativa é identificar fluxos de dinheiro para contas no exterior e possíveis ramificações do esquema em outros estados. Caso confirmadas novas evidências, a corporação pretende solicitar ao STF a ampliação de medidas cautelares e novas quebras de sigilo bancário.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, ameaça e invasão de dispositivo informático, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
