Diante da crescente tensão entre Estados Unidos e Irã, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou sua preocupação em relação à escalada de ataques e defendeu que as hostilidades devem ser interrompidas. Guterres destacou que um retorno a conflitos em larga escala poderia trazer consequências desastrosas para a região, para a paz e segurança internacionais, além de impactar negativamente a economia global.
A declaração de Guterres foi feita por meio da rede social X, onde ele pediu que os dois países em conflito reabrissem as negociações. O alerta sobre a possibilidade de um aumento nas hostilidades reflete a gravidade da situação atual, que tem gerado receios tanto em nível regional quanto internacional.
“Um retorno a hostilidades em grande escala teria consequências catastróficas – para os povos da região, para a paz e a segurança internacionais e para a economia global”, afirmou Guterres em sua postagem.
Em resposta às declarações da ONU, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, defendeu que os ataques às bases militares norte-americanas são uma forma legítima de autodefesa, amparada pelo direito internacional. Baghaei argumentou que as ações do Irã são uma resposta a uma agressão que começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de bombardeios.
“O Irã não ataca, e os bombardeios recentes são uma continuação de um ato de agressão flagrante e não provocado”, afirmou Baghaei em sua postagem.
A situação se agravou ainda mais, com o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciando que as forças americanas começaram a realizar novos ataques contra o Irã. Esses ataques têm como objetivo degradar a capacidade do país de ameaçar marinheiros civis e navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. A escalada do conflito gera preocupações sobre a segurança na região e a possibilidade de um confronto militar direto entre as potências.
