O Ministério Público Eleitoral (MPE) avalia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu propaganda antecipada ao apoiar as pré-candidaturas de Marina Silva e Simone Tebet. Essa avaliação foi emitida pela Procuradoria Eleitoral Regional de São Paulo.
O parecer do MPE, que foi divulgado recentemente, gerou reações no cenário político. Renan Santos, pré-candidato do movimento Missão à Presidência da República e coordenador nacional do Movimento Brasil Livre, celebrou a decisão e destacou que seu partido foi o responsável por denunciar o presidente no caso.
“Se a Justiça não punir o Lula por isso, o tom que vai dar é o seguinte: ele pode fazer mais coisas que os demais não podem fazer”, afirmou Santos em um vídeo publicado na plataforma X.
A ação do movimento Missão remete a um evento ocorrido em 19 de maio, quando Lula fez menções diretas às suas ex-ministras, Marina Silva e Simone Tebet. Importante ressaltar que Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente em março, enquanto Tebet deixou a pasta do Planejamento no mesmo período.
Na ocasião, Lula comentou: “Só não mexam com a Janja. Nem com a Simone, nem com a Marina. O que vocês podem fazer com elas, um dia, é dar voto para as duas. Só isso.”
Marina Silva e Simone Tebet são, com o apoio de Lula e do PT, pré-candidatas ao Senado Federal por São Paulo. Marina faz parte da Rede Sustentabilidade, enquanto Simone é filiada ao PSB. A legislação brasileira considera crime eleitoral solicitar votos fora do período oficial de campanha.
A procuradora regional eleitoral auxiliar do MPE, Maria Cristiana Simões Amorim Ziouva, foi a responsável por encaminhar o parecer ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Ela ressaltou que as declarações de Lula têm um “nítido caráter eleitoral”.
“A fala do presidente da República tem nítido caráter eleitoral”, enfatizou Maria Cristina. “Uma vez que exalta as qualidades das duas pré-candidatas ao Senado, com pedido explícito de voto, em evento oficial do governo federal.”
