Segundo o filho Terence Zveiter, ela morreu em casa em Brasília aos 74 anos enquanto dormia após sofrer um mal súbito. Nascida em 15/10/1951, começou aos 20 na Rádio Jornal do Brasil e passou 30 anos no Jornal do Brasil.
A jornalista Sônia Carneiro morreu neste domingo, 20, aos 74 anos, em Brasília. Segundo o filho Terence Zveiter, Sônia morreu enquanto dormia, em casa, depois de sofrer um mal súbito.
Nascida em 15 de outubro de 1951, Sônia iniciou a carreira aos 20 anos na Rádio Jornal do Brasil. Permaneceu por três décadas no grupo Jornal do Brasil, onde atuou como repórter, repórter especial e chefe de reportagem. Também comandou a chefia da rádio em Brasília.
Ao longo da trajetória, acompanhou momentos centrais da vida política brasileira, entre eles o movimento Diretas Já, os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou PC Farias e o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor.
Sônia recebeu reconhecimentos por sua atuação. Em 1992, foi contemplada com o Prêmio Imprensa Estrangeira. Em 2013, a Câmara dos Deputados a homenageou com a Medalha Assembleia Nacional Constituinte.
Depois de deixar as redações, Sônia passou a trabalhar com comunicação institucional. Atuou no Ministério do Trabalho, na representação do governo da Bahia em Brasília e no Ministério da Defesa. Mais recentemente integrava a assessoria do senador Jaques Wagner (PT-BA).
Filha do ex-deputado federal paraibano Janduhy Carneiro, Sônia era irmã da desembargadora Gilda Carneiro Sigmaringa Seixas. A jornalista deixa dois filhos, Terence e Daniel Zveiter. Até a publicação desta nota, a família não havia divulgado informações sobre o velório e o sepultamento.
“Foram mais de 30 anos de convivência e parceria”, escreveu o parlamentar ao lamentar a morte da jornalista.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal divulgou nota de pesar destacando a atuação de Sônia na cobertura dos centros de poder e lembrando sua presença entre as mulheres que abriram espaço no jornalismo político brasileiro.
A trajetória de Sônia Carneiro é marcada pela cobertura de pautas políticas de grande repercussão e por transitar entre o jornalismo de redação e a comunicação institucional. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, construiu um legado reconhecido por prêmios e homenagens, e por contribuir para a presença feminina nos espaços de cobertura política.
Familiares, colegas e entidades da imprensa registraram, nas redes e em notas oficiais, mensagens de pesar e lembranças do trabalho e da convivência com a jornalista.
